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O pau de selfie

por Marisa Furtado, em 17.06.15

Em 2014 a revista Time nomeou-o uma das 25 invenções mais importantes daquele ano, mas eu acho que é, também, uma enorme fonte de vergonha alheia. Desculpem os donos deste instrumento, mas é a verdade. Não digo que não seja útil, até pode ser, aposto que tirar selfies em grupo tornou-se muito mais simples, mas se já era estranho tirarmos fotos a nós próprios em público – culpada... -, o que dizer sobre este instrumento nada subtil que parece uma cana de pesca? É a forma mais simples de gritar ao mundo “Sim, sou egocêntrico e não quero saber”, sem medos. Mas a verdade é que isto nem é o mais irritante, é apenas uma questão de tempo até nos habituarmos a ver pessoal com o telemóvel espetado num pau, o que dá cabo de mim são as pessoas que não o sabem usar. Ainda não fui pesquisar, mas tenho a certeza que quem inventou isto não tinha por objectivo que todas as fotos publicadas no Instagram ou no Facebok passassem a aparecer com um pau metálico ou colorido na parte inferior da imagem. Certo? Isso é estúpido. Parece-me que a ideia foi criar um instrumento para tirar selfies sem parecer que o fizemos. Que foi outra pessoa a tirar a fotografia, entendem? O problema da selfie, a não ser que tenham uns braços anormalmente grandes, é que só se vê mesmo a nossa cara e, se quisermos mostrar onde estamos, não só temos de fazer um esforço hercúleo para esticar o bracinho o mais que conseguirmos e, ao mesmo tempo, manter as costas direitas e um sorriso natural, como se fica a ver um braço esticado por baixo do queixo. Não é nada sexy e parece-me que só a Kim Kardashian consegue fazê-lo sem recurso a pau de selfie. Portanto, é idiota ter-se reduzido o esforço e a quantidade de braços esticados para dar lugar a um pau a dizer “olá” em cada fotografia publicada nas redes sociais. Nunca manobrei nenhum mas imagino que não seja muito complicado ajeitar a coisa para o objecto não aparecer na fotografia. É possível! Acreditem. Eu já vi e conheço pessoas que o usam e disfarçam bem. Por isso, pessoas que ostentam orgulhosamente um pau de selfie, percam um bocadinho do vosso precioso tempo a ler o livro de instruções ou a estudar os melhores ângulos para o raio do cabo não aparecer. Porque, no fim de contas, uma selfie é só sobre vocês, são vocês as estrelas, com o melhor sorriso, o melhor cabelo e o olhar mais sedutor, mesmo que leve 48 fotografias a conseguir. Não estraguem tudo com um pau metálico a surgir ao nível da barriga.

 

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publicado às 13:00

Diagonóstico de pele by Avène

por Marisa Furtado, em 13.02.15

O Centro Comercial Colombo só me dá boas razões para passar a vida lá enfiada. Não só tem todas as lojas que fazem falta na vida de uma pessoa como também tem uma farmácia enorme com uma zona de cosmética bem compostinha. É um oásis para quem gosta de produtos dermatológicos e de experimentar coisas novas nessa área. Tem imensos produtos de imensas marcas - Vichy, Caudalie, Bioderma, La Roche-Posay - mas a que está melhor representada é, sem dúvida, a Avène que tem um espaço inteiramente dedicado à marca francesa com todas as gamas completas!

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Ontem ao fim do dia passei no cantinho da Avène para fazer um diagnóstico de pele e saí de lá com uma nova perspectiva sobre a minha pele do rosto! A experiência começa com uma maquineta que mede a elasticidade e os níveis de hidratação e termina no stand da marca onde somos convidadas a descobrir quais os produtos aconselhados para o nosso tipo de pele. Antes de mais vamos lá fazer um balanço da experiência.

Novidades - Estava enganada em relação ao tipo de pele que tinha. Andei eu uma vida a pensar que tinha pele oleosa, e a tratá-la como tal, para agora descobrir que afinal é mista. 

Coisas boas - Antes de iniciar o teste a técnica perguntou-me se estava maquilhada, eu disse que não, que só tinha maquilhado os olhos, e ela ficou espantadíssima. "A sério? Os meus parabéns! Tem uma pele fantástica". É claaaaaaaaro que ela podia estar apenas a ser simpática e a fazer o papel dela, mas eu prefiro pensar que estava a ser sincera e que eu tenho uma pele assim para cima de espectacular. A maquineta também foi muito simpática. Disse que os níveis de colagénio de todo o rosto estavam no ponto, portanto tenho uma pele muito elástica, e que a minha testa estava muito bem hidratada o que, disse a técnica, é uma coisa muito rara tendo em conta que é a zona do rosto que tende a secar mais.

Coisas más - Ao contrário da testa, a pele do queixo e das maçãs do rosto está seca.

Coisas que vou fazer o favor de ignorar - A simpática senhora que me elogiou a qualidade da pele também sublinhou que já tinha umas rídulas na testa. Não era nada que eu já não soubesse, afinal estão na testa, vejo-as todos os dias, mas estou em negação. Há anos. É o que dá ser uma pessoa muito expressiva.

Coisas práticas que vou passar a fazer já - Quando lhe disse que à noite tirava a maquilhagem com água micelar e que depois lavava a cara com um gel de limpeza ela arregalou muito os olhos. Aparentemente isto é um big no. Com tanta limpeza só estou a agredir a pele e, basicamente, tenho de me decidir. Ou bem que tiro a maquilhagem com a água micelar ou bem que o faço com o gel de limpeza, as duas coisas é que não pode ser. No limite posso tirar a maquilhagem dos olhos, que é a que custa mais a sair, com um desmaquilhante de olhos e depois no resto do rosto optar por um dos dois métodos de limpeza. 

O melhor conselho de todos - Todas as dicas que me deram foram preciosas mas houve uma que foi assim um presente caído do céu. Quando chegámos à parte dos protectores solares disse-lhe que apesar de usar sempre um de factor 50 no rosto quando vou à praia, e de saber o quão importante isso é, acabava por ser um sacrifício por causa da textura dos cremes. São muito espessos, difíceis de espalhar e parece que nunca se chegam a entranhar na pele. Deixam-me sempre a cara toda gordurosa e peganhenta e quando chego ao fim do dia, depois de não sei quantas aplicações, já só tenho vontade de arrancar a pele tal é o desconforto. Tudo tem uma explicação. Este desconforto deve-se ao facto de estar a usar o produto errado, pois está claro. Tenho usado cremes quando deveria usar emulsões, que são muito mais leves, fáceis de espalhar e hidratantes. Nem sabem o quão feliz fiquei quando percebi isto. Proteger a pele quando nos expomos ao sol é essencial, e chateio toda a gente à minha volta com isto, e saber que agora me vou poder proteger sem estar desconfortável a maior parte do tempo ainda me faz desejar mais ardentemente pelo Verão. Venha o sol!

 

Os produtos que me foram aconselhados são os seguintes.

 

Sem título #48
 

1. Desmaquilhante Suave Contorno dos Olhos 
2. Mousse de Limpeza Matificante

 

 
Sem título #49
 

1. Hydrance Optimale Sérum Hidratante
2. Fluido Matificante Hidratante
3. Máscara Hidratante (usar uma vez por semana) 

 

 
Sem título #50
 

1. Sérénage Sérum vital Nutri-Redensificante
2. YsthéAL Emulsão
3. YsthéAL Contorno de Olhos e Lábios

 
 
Sem título #51
 

1. Emulsão SPF 50+ (rosto)
2. Spray SPF 50+ (corpo)

 
Para saberem mais sobre a vossa pele basta ligar para a Farmácia Colombo - 21 715 13 01 - e agendar o diagnóstico. Os horários não são amigos de quem trabalha, visto que os diagnósticos são feitos apenas durante a semana entre as 13h e as 18h, mas se conseguirem dar lá um saltinho à hora de almoço ou sair do trabalho a horas garanto que vale a pena. Ah, e é gratuito!

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publicado às 10:32

Tenho um problema na minha vida: gosto de tecnologia. Bem, talvez não seja uma coisa assim tão abrangente. Gosto de telemóveis. Pronto, assim é que é. Gosto de telemóveis com écrans grandes, com boas câmaras e bonitos. De dois em dois anos costumo trocar de telemóvel. Gosto de ter sempre o mais recente, o mais giro, o que tem a câmara melhor. Pode parecer uma maluquice, sei que sim, mas a verdade é que este bichinho é mesmo uma extensão de mim e por isso tenho necessidade de estar sempre up to date. Gosto de fotografia mas é impensável andar sempre com o meu canhãozinho - uma Lumix FZ45 -, não é propriamente a coisa mais prática e leve de transportar dentro da mala, por isso o meu telemóvel tem de ter uma boa câmara. Já sei que à partida não vai ter o mesmo desempenho que uma máquina fotográfica a sério mas se puder ser a next best thing, tanto melhor. Ah, e sou maluca pelas aplicações de fotografia! Sou fã do Instagram, óbvio, mas agora a menina dos meus olhos é a Lomo Camera que transforma o nosso telemóvel em 9 câmaras analógicas diferentes que dão um efeito brutal a qualquer imagem por nós capturada. Para além disto, também sou extremamente organizada e, também aqui, as apps são as minhas melhores amigas. Adoro as agendas e aquelas que nos permitem fazer listas sem fim. Tenho listas para tudo: de músicas que gosto e que quero acrescentar ao meu iPod, das coisas que me fazem falta em casa, de restaurantes bons e baratos em Lisboa, das coisas essenciais para levar na mala de viagem, dos livros que quero comprar... enfim. Tudo é razão para fazer uma lista e como não tenho paciência para andar com caderninhos e agendas dentro da mala, que já anda suficientemente cheia, uso o telemóvel. 


O ano passado pensei que esta minha obsessão para ter sempre o mais recente modelito tinha acabado. Comprei um LG todo giro com um écran de umas simpáticas 4.7 polegadas, fininho, bonitinho. "Agora é que é. Este vai acompanhar-me durante anos!" Era bom, mas não. Com o tempo comecei a aperceber-me de coisas que me irritavam bastante: a lista de contactos demora uma eternidade a abrir, e eu nem tenho assim tantos; às vezes bloqueia e reinicia-se sozinho; a câmara, por vezes, demora uns 5 segundos a disparar e a qualidade das imagens não é assim tão boa. Já perdi a conta às fotografias que tirei e que ficaram todas desfocadas ou demasiado escuras. Claro que o facto de o ter deixado cair dentro de água há uns meses não ajudou em nada nestas coisas. Ficou ainda mais lento, bloqueia ainda mais vezes - especialmente quando estou a fazer multi tasking - e a câmara... enfim, é um desespero. Foi assim que comecei a invejar o iPhone do meu homem, um Apple lover assumido. Depois de inúmeras quedas e de um vidro partido aquele iPhone 5 nunca bloqueia, nunca engonha e as fotos saem SEMPRE bem. Sempre! Ora, o que é que isto faz a uma pessoa que está desesperada por ter um telemóvel perfeito? Fá-la chegar à conclusão que precisa de um iPhone como de ar para respirar, claro. Durante semanas esta ideia não me saiu da cabeça. Até sonhava com ele! Entretanto fiquei de cama com uma gastroenterite e a febre do iPhone passou... mais ou menos. Há medida que fui ficando melhorzinha lá voltava eu aos sites da especialidade para o comparar com os restantes. A minha perdição é o 5s dourado.



 


Acho que é lindo, a câmara é bastante boa, tem um flash xpto que não deixa as pessoas todas brancas e, ao que parece, o IOS não dá metade dos problemas que os Androids dão. Mas tem um problema, ou melhor, vários: é caríssimo, a versão de 16GB não me chega, teria sempre de optar pela de 32 que custa uns super acessíveis 800€; é de alumínio e por isso ao mínimo toque fica logo cheio de mossas - eu bem vejo pelo que tenho cá em casa - e tem um écran bem mais pequeno relativamente aos que estou habituada. Mas eu até estava disposta a esquecer o tamanho do écran para ter este menino nas mãos, mas a limitação de espaço da versão mais barata - 700€... - é incomportável para mim. Com a quantidade de fotografias e de aplicações que preciso aquilo ficava cheio num instante. 


Rendida às evidências, às duras evidências, comecei a ver o que mais havia no mercado. E afinal o mercado nem está mauzinho de todo! Depois de muito pesquisar fiquei indecisa entre estes três que preenchem os meus principais requisitos: giro, com boa câmara e espaço suficiente para pôr tudo o que precisar lá dentro.


 


Samsung Galaxy S5


 






O novíssimo LG G3 - chegou a Portugal a semana passada e é exclusivo da MEO





E o Samsung Galaxy S4 que, apesar de não ser nenhuma novidade, é um telemóvel bastante bom e sempre muito elogiado em todas as reviews






São todos demasiado caros - mas não tão caros como um iPhone, claro - e foi por isso que ainda não perdi a cabeça e não trouxe um deles para casa. Gosto muito do G3 mas acho que é capaz de ser um bocadinho grande demais para mim. Quero um telemóvel, não um tablet. Por agora vou-me contentando com as passagens pelas lojas e mexendo ora num, ora noutro. Até ao dia em que perco a cabeça, e o amor ao dinheiro, e trago um destes bebés comigo.



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publicado às 09:53


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