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Rota dos restaurantes | Mercantina do Chiado

por Marisa Furtado, em 31.08.15

A fasquia estava elevada desde que vi que o risotto fazia parte da ementa. Não são muitos os restaurantes italianos que servem esse prato, infelizmente a maioria fica-se pelas pizzas e pastas, por isso tinha muita curiosidade em experimentar este na Mercantina. Não conheço o espaço de Alvalade mas o do Chiado é fantástico. Enorme, com muita luz, muitíssimo bem decorado e o serviço muito cuidado e atencioso.
De entrada pedimos uma foccacia de azeite, alho e tomate semi seco e os pratos escolhidos foram uma pizza da casa e um risotto de farinheira. Esta tudo irrepreensível! A pizza é deliciosa, feita com ingredientes frescos, e como tem uma massa fina acaba por não ser enjoativa. Já o risotto estava uma verdadeira delícia, com o arroz cozinhado no ponto e um original croquete de farinheira com queijo. Recomendo!

De sobremesa pedimos um mil folhas e um cheesecake. O mil folhas não me satisfez e só me impressionou pelo aspecto artístico do empratamento. Já o cheesecake estava fabuloso. Muito leve e doce q.b.
A verdade é que ao longo de todo o jantar não conseguimos evitar cobiçar os pratos das outras pessoas, todos com muitíssimo bom aspecto. Por isso este restaurante é sem dúvida para voltar. Muitas vezes.

 

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publicado às 09:59

Crème brûlée, burnt cream, crema catalana, leite creme. O nome varia conforme o país mas a essência é sempre a mesma: um creme de leite com ovos, açúcar e baunilha que se serve com açúcar queimado – NA HORA! – por cima. É a minha sobremesa favorita de todos os tempos. Falem-me de bolo de bolacha, cheesecake, mousse de chocolate, baba de camelo… é tudo muito bom, que é, mas se houver leite creme é leite creme que eu quero. Nem há discussão. Azar dos azares, é a sobremesa mais aldrabada da história das sobremesas. Quando chega a hora de escolher e vejo “leite creme” no cardápio fico com água na boca mas, como já sei o que a casa gasta, pergunto sempre entredentes “será que é caseiro”? Quem está comigo recomenda sempre que eu pergunte mas, infelizmente, isso há muito que deixou de ser garantia que o raio do leite creme é MESMO caseiro. Já alguma vez perguntaram a um empregado de restaurante se determinada sobremesa era caseira e ele vos disse sincera e prontamente que não? A mim nunca aconteceu. Nunca! É sempre tudo caseiro. Feito na hora! Tirando todas as vezes em que não é, que é assim, tipo, quase sempre. Ontem a história voltou a repetir-se. Fomos almoçar a um restaurante típico português aqui ao pé de casa. Muito castiço e com boa comida – vamos ignorar as, quase, duas horas que o almoço demorou a ser servido. "Estamos com muita gente hoje"... – e, oh felicidade, tinha leite creme!! 
“É caseiro?”
 “É sim.”
 Vieram todas as sobremesas menos a minha. 
“O leite creme está a ser queimado”. 
Senti-me confiante. Está a ser queimado, queimado na hora!, portanto só pode ser
the real deal
Pois, não era. Assim que a tacinha de barro aterrou à minha frente soube logo. Aquele tom amarelo escuro não engana ninguém. O que é que me serviram? Pudim! Pudim do Mandarim!Dá para acreditar nisto? Foi o suficiente para me estragar todo o almoço. O bacalhau à lagareiro estava muito bom, que estava, mas a única coisa que me vai ficar na memória quando falar daquele espaço vai ser o momento em que pedi leite creme e me serviram pudim. Do mau, ainda por cima! 
Porque é que enganam as pessoas? Porquê?! Se não sabem fazer leite creme, ou se sabem mas não querem fazer porque dá muito trabalho, não o ponham na ementa. Como é que é possível terem o descaramento de servirem uma coisa às pessoas - pessoas que vão pagar a refeição no final! -, que nada tem a ver com o que foi pedido? É o mesmo que pedir um bife da vazia e servirem-me bifes de perú
Como podem ver eu levo mesmo muito a sério o meu leite creme. É um assunto que me é muito sensível. Vamos lá ver se nos entendemos de uma vez por todas: leite creme não é farinha Maizena – pois, eu sei que pode ser um choque, mas não é! Parem de misturar farinha Maizena
com ovos e dizerem, orgulhosos, que acabaram de fazer leite creme - e muito menos pudim! O leite creme leva, só!, natas, leite, ovos e açúcar baunilhado. Fica cremoso, com um tom amarelo muito clarinho e delicioso. Ah, e também não vale fazerem leite creme a sério e depois estragarem tudo ao despacharem logo o assunto do açúcar queimado e pimba, frigorífico com ele. O açúcar se não for queimado na hora fica todo mole e derretido. Não sejam preguiçosos! E, muito menos, aldrabões.

 

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Já agora, se houver aí alguém que saiba onde se come leite creme do bom faça o favor de partilhar! Já sabem, farinha Maizena e pudim não contam. Ok? Não me enervem!

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publicado às 11:49

Há uma frase do comediante Louis CK que eu gosto muito e que reza assim: "I have a lot of beliefs, and I live by none of them" que em tradução livre é qualquer coisa do género: "Tenho muitas crenças mas não me rejo por nenhuma". Às vezes sinto-me um bocadinho assim. Há dias de em que simplesmente me apetece fazer o oposto daquilo que defendo. "Eu sei que temos de nos levantar sempre que o despertador toca, e faço sempre isso! Mas hoje... deixem-me que estou cansada." Ou: "Temos de manter sempre as nossas expectativas o mais baixinhas possível. Assim se as coisas correrem mal já não nos custa tanto aceitar a triste realidade" e isto é mesmo verdade. Por norma as minhas expectativas estão sempre ali muito rasteirinhas mas depois... há aquelas coisas que me entusiasmam tanto, tanto que fazem com que seja praticamente impossível ter baixas expectativas em relação a elas. É aqui que entram os restaurantes.
Gosto muito de descobrir espaços novos, trendy, com boa comida e bom ambiente. Sempre que vou a um restaurante novo fico entusiasmadíssima, especialmente se já estiver na minha whislist há muito tempo. E se tiver boas reviews então... meu Deus, de certeza que é soberbo. O problema é quando não é. Foi isso que me aconteceu a semana passada quando resolvi finalmente ir experimentar o brunch do Olivier Avenida. Andava há meses para lá ir e sempre que lia mais uma review mais me apetecia experimentar. Os comentários eram sempre os mesmos: "que é um dos melhores da cidade, que a comida é muito muito boa, que tem imenso por onde escolher, e ai os pães com chouriço que são daqui, e o sushi também é uma coisa do outro mundo, é um bocadinho caro mas vale muito a pena, a qualidade é muito superior à dos mais baratinhos". Bom... isto se calhar até é tudo verdade, se calhar eu é que lá fui num dia mau, mas a verdade, a minha verdade, é que... não é mau, que não é, mas já comi bem melhor. 
O espaço é muito giro, talvez um bocadinho pretensioso, mas eu também lido bem com isso; os funcionários são muito prestáveis e simpáticos e, de facto, há muito por onde escolher. Este brunch tem um buffet à disposição - que não é o meu estilo de brunch favorito, ter de me estar sempre a levantar para ir buscar comida chateia-me - e em comparação com outros, como o Pão de Canela por exemplo, - outro balde de água fria. Toda a gente diz maravilhas deste brunch e eu saí de lá desoladíssima. Não era nada do que estava à espera. - tem de facto mais oferta. A qualidade é que, infelizmente, deixa muito a desejar.

Como sou muito gulosa os meus brunchs começam sempre com coisas doces, por isso assim que vi as panquecas atirei-me logo a elas. Levei também pães, um scone, manteiga, geleia e sumo de laranja com cenoura. Foi uma primeira leva muito composta. Assim que me sentei e dei um gole no sumo fiquei com o brunch estragado. O sumo não era natural, era concentrado. Isto irrita-me tanto como ir a um restaurante e porem-me batatas fritas congeladas à frente. Tenham dó. O mínimo que se espera de um brunch que custa 25€ e que é considerado "dos melhores da cidade" é que tenham, pelo menos, sumo de laranja natural. Não tinham. 
A seguir provei o scone com a manteiga. Outra desilusão. Como no fim-de-semana anterior tinha ido ao Choupana Caffe - review aqui -, e duas das coisas que mais tinha gostado tinham sido precisamente a manteiga e o scone, fiquei tristíssima ao comprovar que as mesmas coisas neste brunch todo xpto eram más. Mesmo más. A manteiga era daquelas individuais que nos servem nos restaurantes, nada de extraordinário, e o scone era simplesmente uma vergonha. Insosso, duro e a esfarelar-se todo. Tentei partir um pedaço que se desfez imediatamente na minha mão e me encheu o prato de migalhas. Foi o pior scone que comi na vida. Se quiserem comer scones como deve ser vão ao Café Saudade, em Sintra, ou ao Choupana Caffe, em Lisboa. 
As panquecas também ficaram muito aquém. Não duvido que sejam feitas por eles mas fizeram-me lembrar aquelas mini-panquecas que se vendem nos supermercados para dar aos miúdos ao pequeno-almoço. São muito altas e esponjosas. E o chocolate que tinham à disposição para pôr por cima também não me encheu as medidas, mas aí eu sei que o mal é meu. O creme era feito com chocolate preto, precisamente o tipo de chocolate que menos aprecio.

A seguir passei aos salgados: ovos mexidos e sushi. Sim, só. Eu sou mais doces. Os ovos estavam deliciosos. Húmidos e muito saborosos, muito bem temperados. Recomendo! Já o sushi... era bom mas muito pouco variado. Quando me disseram que este brunch tinha sushi pensei que ia ter uma grande variedade de peças. Mentira. Só havia rolinhos de salmão e sashimi, também de salmão. Só!!! Lá está, o raio das expectativas. Ninguém me disse que havia uma mesa inteira só de sushi. Eu é que parti do princípio que como logo ali ao lado têm o Yakuza, também do Olivier, que o sushi do brunch foi um tease para o que se pudesse encontrar no outro espaço. Não é. Não há tease nenhum. Há rolinhos de salmão iguais aos que se comem no Noori. 

Resumindo: pelo preço e pelo buzz, estava à espera de um brunch do outro mundo mas o que tive ficou muito aquém das expectativas. O do Kaffeehaus e o do Choupana - os meus favoritos - podem não ser tão glamorosos mas, por menos dinheiro, ficam muito melhor servidos. Ah, e os sumos são naturais.

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publicado às 10:40

Rota dos Restaurantes | Choupana Caffe

por Marisa Furtado, em 02.03.15

O dicionário diz-nos que uma choupana é uma casa rústica e pobre porém, não é nada disso que se encontra quando se passam as portas de vidro do Choupana Caffe. Este espaço moderno e de inspiração ecléctica é um tudo em um: padaria, pastelaria, cafetaria, iogurteria e mercearia. Esta choupana é tudo menos pobre! Já tinha ouvido falar muito bem de muita coisa neste simpático espaço: que os pastéis de nata eram uma pequena maravilha, que o brunch era delicioso, que as tostas eram fantásticas, etc, etc, etc. Não duvido de nada disso, mas bastava terem falado no brunch para me convencerem. Sou viciada! Importar este conceito para Portugal foi a melhor coisa que alguém poderia ter feito. Adoro a ideia de acordar mais tarde ao domingo sem me preocupar com a rigidez das refeições com hora marcada e, em vez disso, ir a um sítio giro e trendy encher o bandulhinho com coisas boas que vão desde cereais, bolos, compotas a ovos mexidos e salmão fumado. É tudo muito boémio e eu a-do-ro. 
Chegámos ao Choupana já passava das 14h e aquilo estava a rebentar pelas costuras! Esperámos um bocadinho mas rapidamente fomos encaminhados para uma mesinha em frente àquele balcão recheado de coisas boas: pães-de-deus, pasteis de nata, croissants recheados, bolas de berlim, ... (suspiro). Apesar de estar cheio o atendimento foi sempre muito simpático e rápido. Cinco minutos depois de termos pedido já tínhamos um cesto de pão na mesa, compotas e a melhor manteiga que já comi na vida!, dois cappucinos e sumos de laranja naturais. E isto era só o início!
Este foi talvez dos brunchs mais completos que já comi. Há imenso por onde escolher. Para além da variedade de pães tem também croissants, bagels, scones - recomendo! -, ovos mexidos, salada, fruta, uma simpática selecção de queixos, carnes frias, capuccinos de canela ou chocolate, iogurtes biológicos e sumos naturais. É impossível sair daqui com fome, mas se depois disto tudo ainda ficarem com um buraquinho no estômago podem atacar as panquecas com Nutella. Eu não comi mas o casal que estava na mesa ao lado pediu e o aspecto era de se babar. A única coisa que não me encheu as medidas foram os ovos mexidos. Estavam secos e sem alma, faltava ali um tempero mais arrojado. Mas tirando isso, é perfeito! Desde que me iniciei nisto dos brunchs só havia um onde voltava sempre, o Kaffeehaus, no Chiado, - do qual já falei aqui - mas, agora, o Choupana Caffe veio fazer-lhe enorme concorrência no meu coração. É verdade, também eu tenho dois amores, um é austríaco e outro português, e não sei de qual gosto mais. 

Quero aproveitar para deixar aqui uma nota importante. O ano passado descobri que o meu organismo não se dá bem com lactose e, por isso, sempre que vou lanchar, brunchar ou tomar o pequeno-almoço a qualquer lado tenho que me manter afastada do café com leite, que eu adoro!, porque é raríssimo haver opções sem lactose, especialmente nas pastelarias convencionais onde só há leite de vaca meio gordo... O Choupana Caffe parece conhecer esta realidade das intolerâncias alimentares e tem opções compatíveis com organismos como o meu. Não têm leite sem lactose mas têm leite de soja que foi o que veio no meu capuccino de canela. Estava bem bom e foi digerido sem problemas.
Ficam as imagens.

 

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Capuccino de canela

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Cesto com pão branco, duas variedades de pão com sementes, croissant e scone / doce de morango, doce de maçã e manteiga / sumo de laranja natural

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Ovos mexidos / queijo emmental, queijo de cabra e Queijo da Serra / salada de rúcula e tomate cherry / fiambre / salmão fumado com queijo creme / maçã, meloa, morangos e manga

 

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O brunch custa 14€ (inclui um de três menus salgados que podem, e devem!, completar com as opções doces) e é servido aos fins-de-semana entre as 10h e as 16h.

 

 

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publicado às 10:54

100 Montaditos em Lisboa!!!

por Marisa Furtado, em 12.01.15

No verão passado escrevi um post onde falava de uma descoberta gastronómica que fiz em Ayamonte durante as férias. Dava pelo nome de 100 Montaditos e o conceito era o mais simples possível: 100 tapas deliciosas, feitas na hora, cujos preços variavam entre 1€ e 2€, excepção feita às quartas e domingos quando era tudo 1€. Ali, entre tábuas de presunto e queijo, saladas, baguetes quentinhas recheadas de coisas boas - salsicha, bacon, presunto, tomate, atum, frango, queijo de cabra... - o difícil era escolher. Na altura comentei que não entendia como é que este conceito ainda não tinha chegado a Lisboa. Comfort food a 1€? A sério? Isto é um sucesso em qualquer parte! Pois bem, parece que alguém ouviu as minhas lamúrias, porque na passada sexta-feira os 100 Montaditos chegaram à capital e montaram arraiais no Príncipe Real! Ainda não passei por lá porque deve andar tudo histérico com a novidade e esse histerismo costuma traduzir-se em filas intermináveis, mas quando o hype passar vou lá fazer uma visita, for sure.

 

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Quando me lembro destas baguetes quentinhas fico logo com água na boca... 

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publicado às 10:24

Rota dos restaurantes - Bastardo

por Marisa Furtado, em 11.11.14

"Cozinhamos em português mas misturamos culturas, estilos e conceitos numa cozinha tradicional, apaixonada, divertida e em movimento. Misturamos o 8 com o 80 e tentamos agradar a Gregos e a Troianos." É assim que o Bastardo, o restaurante do International Design Hotel, se descreve e, de facto, não há melhor forma de o fazer. No menu o risotto, o bacalhau e a moamba convivem em perfeita harmonia. Mas há mais: porco, polvo, pato, cozido e até a famosa francesinha. Daqui ninguém sai de estômago vazio, há pratos para todos os gostos.
Como andava há que tempos a sonhar com risottos foi mesmo isso que pedi, um risotto de abóbora envolvido em queijo. Não sei que queijo era aquele mas cheirava muito, muito bem e tinha um sabor intenso delicioso e o arroz estava com a goma mesmo no ponto. Foi o melhor risotto que já comi, estava muitíssimo bem confeccionado e aquele cheirinho do queijo... só de me lembrar já fico com água na boca. 

Quem vê o hotel de fora, com aquela fachada roxa pombalina lindíssima, não imagina o que lá vai dentro. O restaurante tem uma decoração moderna com uns apontamentos kitsh nos quadros e as refeições servem-se ao melhor estilo vintage português. Há tachinhos, marmitas de tampa vermelha - que clássico meu Deus! - azulejos, caixinhas feitas de Lego, pratinhos carregados de flores. Enfim, parece que fomos almoçar a casa da avó mas não, estamos mesmo ali de frente para o Rossio. Ficam as fotografias.

 

A comida

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O couvert num cestinho de Lego.

 

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O amuse bouche.

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Sopinha de legumes. Clássica, espessa, com bocadinhos de cenoura por passar.

 

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O risotto. Dá vontade de mergulhar para dentro da marmita. Tão bom.

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A moamba. Foi o que o meu homem comeu e só lhe fez elogios. Eu não posso comentar porque comidas a boiar em molhanga nunca foram o meu forte. Gostos.

 

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A sobremesa: abacaxi com vinho do Porto.

 

 O espaço

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Adorei estes janelões com vista para o Rossio

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O Bastardo serve almoços, lanches e jantares. Não deixem de fazer uma visita porque vale mesmo a pena. O espaço é muito giro e acolhedor e a comida... bem, já se passaram 4 dias e ainda estou a pensar naquele risotto.

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publicado às 10:11

Agenda | VFNO & Motel x

por Marisa Furtado, em 10.09.14

Setembro é um mês estranho. Ainda temos direito a uns quantos dias de calor mas de vez em quando lá aparecem aquelas nuvens negras para nos lembrarem que o Outono está já ali ao virar da esquina. É um mês de melancolia pelo fim da silly season e de expectativa para saber o que os meses mais frios nos reservam. Talk about mixed feelings! Felizmente Setembro é também o mês em que começam a acontecer novamente coisas giras na cidade, talvez para tornar esta transição mais fácil para as alminhas alfacinhas. 

Hoje inicia-se a 8.ª edição do Festival Internacional de Cinema de Terror, o Motel x. Não sendo eu uma grande fã de filmes de terror, não, esperem, na verdade não sou grande nem sou pequena, não sou fã de filmes de terror. Ponto. O ano passado fui arrastada para uma sessão tripla que acabou já passava das 3h da manhã e, aqui me confesso, adormeci a meio. É verdade, adormeci a meio da sessão de filmes de terror mais longa da história. Em minha defesa: os filmes eram mesmo muito maus. Nem sequer assustavam, não havia suspense, nada. Eram mesmo só maus filmes. Mas dizia eu, que não sendo fã de filmes de terror, mas como gosto de saber o que se passa à minha volta, já fui dar uma espreitadela aos filmes deste ano e até há um que eu gostava de ver, que é precisamente aquele que não assusta nada e que até dá para rir. É o filme de terror ideal para mim, portanto. Chama-se Life After Beth e passa hoje às 21h30 no Cinema São Jorge. Para ficarem a conhecer o resto da agenda cliquem aqui. Cada bilhete custa 4€.

Se o cinema de terror não for mesmo nada a vossa onda e se aquilo que vos entusiasma são descontos, festas e bebidas à pala então dia 11 é o vosso dia. É verdade, a Vogue Fashion Night Out está de regresso às ruas mais trendy da cidade e, tal como nos anos anteriores, promete muita animação, muita música, iniciativas solidárias e promoções nas mais de 200 lojas abertas até às 23h na Avenida da Liberdade, Rua Castilho, Chiado, Baixa e Príncipe Real. O lema para sobreviver a esta noite é simples: planear, planear, planear. O maior erro que se pode cometer é tentar passar em todas as capelinhas. Em menos de nada as lojas transformam-se em pequenas latas de atum e comprar o que quer que seja num pesadelo. Been there, done that. Para terem um terror de noite não vale a pena enfiarem-se em lojas de roupa, vão ao Motel x que ficam melhor servidos. Posto isto, já estive a delinear com muito cuidado o meu percurso e estas são as capelinhas por onde vou tentar passar, e digo tentar porque se começar a ver as lojas a abarrotar vou-me logo embora, que eu sou uma pessoa que sofre de ansiedades várias e estar em espaços fechados com muita gente é, sem dúvida, a maior delas. A saber:

 

- a Pull&Bear e Stradivarius são duas das lojas que mais frequento ao longo do ano e neste dia vão estar com 20% de desconto entre as 10h e as 23h. Infelizmente a Zara, a razão da minha ruina financeira logo ali na primeira semana de cada mês, continua a fazer-se de morta e nem um mísero descontinho de 10% oferece aos fieis seguidores... tentamos de novo para o ano, ok?

- a H&M também vai ter descontos de 20%. Ideal para trazer umas pecinhas da novíssima H&M Home que vai abrir hoje!

- a Mango para além dos descontos de 20% também vai ter maquilhagem gratuita

- a Perfumes e Companhia estará com 20% de desconto as well. Será que é desta que consigo trazer comigo o Miss Dior?

- e O Boticário continua a ser um mãos-largas e terá descontos até 50%!

Depois de completarem o vosso roteiro é natural que, para além de cansadas, estejam famintas. No worries. Para os estômagos mais exigentes o Guilty by Olivier e o U Chiado têm menus especiais VFNO. 

Razões para passarem noites divertidas não faltam! Enjoy.

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publicado às 11:24

Rota dos restaurantes | To.B

por Marisa Furtado, em 05.08.14

Há muito que queria ir ao To.B - To burguer or not to burguer, no Chiado. Fica mesmo em frente ao meu sítio favorito para "brunchar", o Kaffeehaus, e por isso não foram poucas as vezes em que, mesmo com um delicioso brunch austríaco à frente, me indaguei sobre aquele restaurante sempre cheio de gente do outro lado da rua. Na passada quinta-feira estava com a neura do fim das férias e, por isso, achei que era o dia ideal para ir experimentar esta nova hamburgueria. Não há nada melhor que uma boa dose de comfort food para curar neuras. Assim que entrei fiquei logo embasbacada a olhar para a decoração que, vim a saber depois, é toda ela composta por materiais reciclados. Aqui me confesso: para além da curiosidade para experimentar a comida destes restaurantes novos tenho também imensa vontade de lhes espreitar a decoração. Acabo quase sempre por tirar ideias giras para a decoração lá de casa e no To.B não foi excepção. O espaço, não sendo enorme, está muito bem aproveitado; a-do-ro as cadeiras desirmanadas que dão ao restaurante um ar careless e desarrumado, mas com estilo. Melhor que isso só a loiça desirmanada que se vê em alguns restaurantes. Acho giríssimo ter um prato de cada nação mas dentro do mesmo estilo e estou a pensar seriamente em implementar isso lá em casa. Adeus pratos azuis e enfadonhos do IKEA. Bom, mas estava a falar da decoração do To.B: é tudo muito minimal, acolhedor e bonito e transportou-me para a decoração das casas do norte da Europa, onde é tudo muito recto e arejado. Ah, e o mais importante: não é nada barulhento! Chegámos por volta das 14h e a sala estava bastante composta mas não se ouvia aquele sururu incomodativo que é uma constante, por exemplo, no Honorato. E por falar em Honorato... os hambúrgueres! A minha última experiência no Honorato foi muito agradável, graças ao hambúrguer com queijo gorgonzola, e por isso achei que seria muito difícil alguma coisa igualar ou superar isso. Mas, meu amigos, superou. Oh se superou! Pedi um Honey Goat, com queijo de cabra e mel e o meu homem pediu o To.B, com bacon, queijo e cebola caramelizada. Só há uma palavra para descrever esta experiência: orgásmica. É assim que chego à conclusão que, também nisto dos hambúrgueres, menos é mais. Os do To.B são simples, não vêm atulhados de ingredientes e, por isso, não se anulam uns aos outros, sentimos o sabor de tudo o que compõe cada um, e são verdadeiramente deliciosos e nada enjoativos. Quando acabei de comer não me senti enfartada, que é o normal quando se vai comer este género de coisas, por isso ainda houve espaço para aquele maravilhoso crumble de maçã que, e sei que me estou a tornar repetitiva mas tem mesmo que ser porque é verdade, não é nada enjoativo. Estava à espera de uma coisa muito doce que tivesse de pôr de lado ao fim de três colheradas mas não. A parte da bolacha é a mais docinha mas a da maçã é muito suave e leve, com um discreto sabor a canela. É obrigatório pedirem esta sobremesa quando lá forem. Não se vão arrepender e vão ficar surpreendidos o que, a meu ver, é o que se espera da comida. Que nos surpreenda. 


 




O Honey Goat





O To.B





E o levíssimo crumble de maçã





Tenho de ser sincera: gostei mais do To.B do que do Honorato. Pela zona muito central e movimentada, pelo espaço arejado e pela comida que não me deixa a rebentar pelas costuras. Os preços são ligeiramente mais inflaccionados: no Honorato o hambúrguer mais barato é 5.90€ e aqui não se consegue comer um por menos de 6.80€, mas não acho que seja uma coisa incomportável. Pela qualidade da comida que nos é servida fico mais que feliz por pagar 2€ ou 3€ a mais. A ementa foi elaborada pelo chef Alexandre Silva, vencedor do Top Chef da RTP, e pode ser consultada aqui. Não se acanhem e passem pelo To.B para experimentarem estas e outras delícias.


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publicado às 10:06

O fim mais triste de todos é o fim das férias

por Marisa Furtado, em 31.07.14

É hoje. É hoje o meu último dia de férias o que, em situações normais, já seria uma coisa para uma pessoa se mandar para o chão a chorar mas no meu caso é pior visto que amanhã se inicia uma fantástica jornada de oito meses - oito!!!!!!!!!!!! - sem férias. É verdade. É uma coisa que, provavelmente, não acontece a mais ninguém no mundo mas, claro, acontece a mim. Quando penso nisso até se me dá aqui uma dor no peito. Restam-me os fins-de-semana e os poucos feriados a que ainda temos direito que tenciono aproveitar o melhor que conseguir. Por agora ficam algumas fotos com que fui alimentando o meu Instagram nestes 15 dias que me souberam que nem ginjas.


 




A primeira Bola de Berlim do ano! Soube-me a pato. 






A praia mais bonita do mundo fica em Cacela Velha





O sossego de Cacela Velha, uma aldeia pequeníssima e muito gira onde não se passa nada. Gostei muito.







As tardes na praia de Monte Gordo. Areal vazio e maré a vazar a uns simpáticos 24ºC. Um verdadeiro caldinho.







Os petiscos da Plaza de la Laguna, em Ayamonte. A santíssima trindade: o presunto de pata negra, o pão e o queijo.








 Acabei de ler o do Valter Hugo Mae, que andava a meio desde a Feira do Livro, e o do John Green despachei-o em quatro dias. Há anos que não sabia o que era terminar um livro em menos de uma semana. É talvez das coisas que mais gosto nas férias: ter tempo e disponibilidade mental para me entregar a uma história. Neste caso, duas.







O melhor conceito de fast food da história: tudo bom, tudo a 1€. O restaurante chama-se 100 Montaditos, fica em Ayamonte, e a carta é do mais simples que há: tem cem mini baguetes recheadas feitas na hora - vêm quentinhas para a mesa e tudo, é mesmo uma delícia - e três ou quatro saladas. O difícil é escolher. Como é que este conceito ainda não chegou a Lisboa é uma coisa que não consigo perceber.







As palmeiras de Isla Canela, em Huelva







A ver Tavira I







A ver Tavira II







As casinhas fofinhas de Cabanas de Tavira





Enfim... para o ano há mais.













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publicado às 10:40

Rota dos restaurantes | Pedro e o Lobo

por Marisa Furtado, em 02.05.14

Já vos falei aqui do meu fascínio pelo conceito da Restaurant Week. É graças a este evento que me posso armar em pelintra e ir comer a restaurantes onde o prato mais barato ronda os 20€. Nesta semana dedicada à restauração de luxo todos os menus são a esse preço com tudo a que temos direito - entradas, prato principal e sobremesa - menos as bebidas. Já apanhei algumas desilusões mas, regra geral, os restaurantes que fazem parte do evento são bastante bons. Desta vez aproveitei para conhecer o Pedro e o Lobo, um espaço trendy, sofisticado, e onde podemos saborear pratos típicos portugueses mas com um twist do chef: bacalhau com grelos, nabo e baunilha; bochechas de porco com alfarroba e figos; atum com batata doce e gengibre; enfim, o céu é o limite. O menu Restaurant Week era composto por duas entradas, dois pratos e duas sobremesas e eu, alarve como sempre, provei tudo!


 




Salada de beterraba com queijo de cabra e amêndoas





Croquetes de novilho com molho kimchee e ume boshi





Peixe do Atlântico com romesco e legumes grelhados





Perna de pato confitada com castanhas, acelgas e romãs





Tarte merengue de limão





Leite creme




As entradas não me fascinaram. Os croquetes estavam bons mas... eram croquetes, não sei até que ponto são um petisco com margem de manobra para grandes invenções, e a salada de beterraba era fresquinha e light mas só me sabia a terra, que é ao que me sabe sempre a beterraba, quer seja no Pedro e o Lobo, no Eleven ou no restaurante da tia Amélia aqui ao lado de casa. 

Os pratos principais foram uma boa surpresa. Não sei qual foi o peixe que me serviram, chamarem-lhe peixe do Atlântico não me diz nada, é o mesmo que me dizerem que é peixe do mar... há todo um mundo de possibilidades. Porém, estava muito bom e mesmo no ponto! A maior parte das vezes os peixes ficam assim meio espapaçados e moles mas este estava bem rijinho, uma delícia. Fiquei mesmo fascinada com o raio do peixe! Acho que nunca tinha comido um tão bem cozinhado. O prato de carne esteve perto de uma experiência orgásmica. O pato estava bem tenrinho, derretia-se na boca, e fiquei rendida àquele puré de castanhas meio adocicado. Sei que misturar comida salgada com o doce da fruta é uma moda que agrada a muita boa gente, mas eu torço o nariz a essas coisas. Acho sempre o doce da fruta demasiado forte e que anula o sabor da carne ou do peixe. Mas esta maneira mais discreta de misturar o doce com o salgado, através do puré de castanhas ou de batata doce, por exemplo, ou de molhos adocicados, convencem-me em três tempos.

Nunca tinha comido tarte merengada, mas desde que vi um desgraçado no MasterChef Portugal a arruinar, por várias vezes, esse doce é só disso que me consigo lembrar, do ar desolado dele e olhar para aquela coisa toda torta e a derreter por todos os lados. Provei-a pela primeira vez neste jantar e não achei que fosse uma sobremesa memorável. A parte doce era muito boa, mas não gostei da acidez do limão. Aliás, nem achei o doce assim tão doce para ser rematado com o mais amargo dos citrinos. 

Confesso que assim que me sentei à mesa aquilo que mais queria provar era o leite creme que, para mim, é a sobremesa das sobremesas. Se me querem ver feliz é porem-me leite creme à frente. Mas leite creme a sério! Não é cá farinha maizena com açúcar queimado por cima que eu sei logo ver a diferença. Já me aconteceu ir a restaurantes onde perguntei se o leite creme era caseiro e a resposta ser um "sim!" muito ofendido, mas depois porem-me à frente uma tigela com um creme muito amarelo... vejo logo que me estão a endrominar. E já chegaram ao cúmulo de me responderem "É feito aqui dentro por isso, sim, é caseiro" com um sorriso idiota. Quem responde isto a um cliente está mesmo a pedir para ser despedido com justa causa. Vêem como isto é um assunto sensível para mim? Não me estraguem o leite creme, p'lamor de Deus!! Mas voltando ao Pedro e o Lobo: num sítio destes essa questão nem se põe. Tudo tem a obrigação de ser caseiro, tudo! Desde as batatas fritas ao leite creme. E era. Era caseirinho e também era uma delícia! O meu estômago bateu palminhas de contente. Gostei especialmente da grossa camada de açúcar queimado na hora. Até me partiu o coração ter de desfazer aquele trabalho tão bonito.

Fiquei muito satisfeita com o jantar. As doses não são enormes, também não estava à espera que me pusessem um tacho em cima da mesa, mas satisfazem perfeitamente os estômagos mais exigentes. E o espaço é giríssimo, com a madeira, o metal e o cimento como materiais de destaque. Se ainda não fizeram a vossa marcação apressem-se. Esta edição da Restaurant Week termina já no próximo domingo.





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publicado às 10:02


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