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#onrepeat | MØ

por Marisa Furtado, em 03.09.15

MØ. É assim que a cantora dinamarquesa Karen Marie Ørsted quer ser tratada. Descobri-a no início do ano, quando ainda andava entretida com o novíssimo 1989 da Taylor Swift – por falar nisso, viram a colaboração da Phoebe Buffay num dos últimos concertos da nova menina bonita da pop? É a colaboração mais aleatória mas também mais fixe de sempre! Se forem fãs da série Friends, como eu, vão adorar – dizia eu que descobri a MØ no início do ano e primeiro estranhei para só depois entranhar. Acho que é daquele tipo de música que vai crescendo em nós. A música que ela faz é assim um electro-punk-pop-moderno… será que existe? Nos tempos que correm fica cada vez mais difícil definir com clareza um estilo musical, já que parece que os artistas vão beber inspiração um pouco a todo o lado. E isso é bom. Gosto disso. Por isso, à falta de melhor descrição, fica assim: MØ = electro-punk-pop-moderno. Gosto da sonoridade, das letras atrevidas e acho graça ao estilo com que se apresenta, muito bad girl lá do bairro nos anos 90 que faz dela uma estrela pop improvável.
O álbum, No Mythologies to Follow, tem duas ou três músicas mais upbeat, mais animadas, mas é o lado mais negro, que ocupa grande parte deste trabalho, que lhe fica melhor. Porém, sinto que tem ali uma certa melancolia à la Lana del Rey que já me começa a irritar… também sentem isso? Os primeiros dois álbuns – Born to Die e Paradise – foram muito muito bons, fantásticos mesmo, e tudo o que se seguiu parece inundado por uma depressão crónica que não se aguenta. É sempre tudo um grande enfado para aquela rapariga. O facto de a MØ ter ali uns quase imperceptíveis traços de Lana faz-me temer pela nossa relação cantora-ouvinte. Acho a música dela muito original e, por isso, espero que se mantenha no mesmo registo e não siga os paços da diva Lana.
Ficam algumas músicas.

 

 

 

 

 

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publicado às 11:13

#onrepeat | The Weeknd - Can't Feel My Face

por Marisa Furtado, em 19.08.15

Gosto do The Weeknd - e não 'dos' The Weeknd, ok? - que só fiquei a conhecer no final do ano passado, mais ou menos na altura em que me comecei a fartar de ouvir as mesmas músicas do Frank Ocean que, infelizmente, nunca mais fez nada novo. Por isso, até o Frankinho editar novo material vou-me entretendo com este que também não lhe fica nada atrás.
Há uns meses estava toda a gente doida com aquela música que fez para as Cinquenta Sombras de Grey mas, curiosamente, essa é a que menos gosto. Acho-a um bocado aborrecida e o facto de ter passado 154 mil vezes na rádio não ajudou. Já esta Can't Feel My Face enche-me as medidas todas. É uma música que dispõe bem - quando se começam a ouvir os estalidos dos dedos já eu estou a abanar o pézinho e desafio qualquer pessoa a tentar estar quieta ao longo dos três minutos que dura a música. Impossível! - e adoro aquele toque de Michael Jackson que ele lhe conseguiu dar, isso é logo meio caminho andado para ser um sucesso. Foi, claramente, buscar inspiração à Can't Stop Till You Get Enough e fez muito bem! O resulto é o que se vê. 
Agora vou só ouvir a música em loop até me esquecer que é Agosto, estão 30ºC lá fora e eu estou fechada numa sala com ar condicionado nos 20ºC :)

 

 

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publicado às 12:28

#onrepeat | Girls OST

por Marisa Furtado, em 14.05.15

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Comecei a acompanhar a série Girls assim que estreou, em 2012, mas, ainda não percebi muito bem porquê, fiquei-me só pela primeira temporada. Porém, três anos depois tudo mudou. Quando vi o livro da Lena Dunham à venda em Portugal fui a correr comprá-lo e acabei por (re)descobrir uma coisa da qual já me tinha esquecido: esta miúda é mesmo brilhante. Mesmo! E assim, num ápice, tornou-se no meu novo girl crush - o último foi a Taylor Swift. Não me julguem, ok? Ela é gira e tem imensa pinta e já ninguém se lembra do quão azeiteira era nos primeiros álbuns.
O livro reencaminhou-me para a série que, nas últimas semanas, tem sido o meu vício. Todas as noites vejo, pelo menos, um episódio e tenho de me controlar para não ficar ali até de madrugada. Já vou na 4.ª temporada e estou a contar os dias para a estreia da 5.ª. Não há como não gostar disto! A história é muito divertida, adoro o ritmo dos episódios e a forma brilhante como está escrita, e é talvez das séries mais inteligentes que vi nos últimos tempos. É fresca e audaz e a criadora/produtora/protagonista, Lena Dunham, é uma das pessoas mais criativas e ground breaking da cultura pop americana do século XXI. Está a fazer um trabalho magnífico, e magnânimo, para mudar os padrões da beleza feminina, a forma como as mulheres se vêem a elas próprias e quão confortáveis se podem sentir na sua própria pele. 
Bom, tudo isto para dizer que, para além de estar viciada na série, estou também a ouvir em loop a banda sonora. Oh. Meu. Deus. que fonte tão boa de novas músicas! É raro não parar os episódios uma ou duas vezes para descobrir que música é que se está a ouvir em pano de fundo.
Estas são algumas das que me têm feito companhia nos últimos dias:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 14:39

#onrepeat | FKA Twigs - Two weeks

por Marisa Furtado, em 14.04.15

Ontem no início daquela que foi uma valente noite de insónias descobri a FKA Twigs, que não é propriamente uma novidade visto que já anda nestas andanças desde 2012. Não a conhecia e, primeiro, fiquei embasbacada com os vídeos, todos eles muito artísticos e brutalmente originais – o da Water Me é surreal –, depois foi a música que começou a crescer em mim. Esta Two Weeks não me sai da cabeça desde ontem e culpo-a um bocadinho pelas malditas insónias. O som dela é uma mistura de alternativo, com soul e R&B e aquela voz sussurrada faz-me lembrar a Aaliyah, embora a Twigs tenha um alcance vocal superior.  
As músicas dela são muito eróticas, sexuais e explícitas e isso sente-se não só nas letras mas no instrumental também. É tudo muito lento e lânguido e hipnotizante. Acho que é uma lufada de ar fresco no R&B, não só por ter esta sonoridade tão particular mas por ser uma mulher a cantar, e que bem!, sobre sexo de uma forma crua mas sem ser brejeira. Acho que é essa a diferença entre as Twigs e as Nicky Minajes desta vida.

 

 

 

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publicado às 11:44

#onrepeat | Jessie Ware

por Marisa Furtado, em 03.03.15

Há uns dias, a meio de um intenso processo de zapping, parei na MTV onde estava a ser transmitido um concerto da Jessie Ware. Não a conhecia mas apaixonei-me instantaneamente pela voz e pelo tipo de música desta britânica de 31 anos. Tem uma voz única, muito clássica, que combina na perfeição com a atmosfera das músicas, muito intensa e envolvente. Os vídeos também são fora-de-série. Acho-os lindos e nada convencionais. Têm uma estética impactante, algo retro, com imagens arbitrárias que parecem saídas de um sonho. Há quem não goste, que ache que os vídeos nada têm a ver com as letras das músicas, mas eu até prefiro assim. É bom haver alguém que faça coisas originais e bonitas enquanto quebra a regra de que os vídeos têm de se pautar todos pelo mesmo princípio, que é traduzir a história que está a ser cantada. Não é verdade, as coisas não têm de seguir todas o mesmo formato e isso só torna tudo mais interessante.
Apresentou-se ao mundo em 2013, com Devotion, e em Outubro do ano passado editou o segundo álbum, Tough Love que, tirando uma ou outra balada que não me enche as medidas, é viciante. Quando o oiço parece que sou transportada para outra dimensão. Sim, a música que a Jessie Ware faz é 'desse' tipo de música!

 

 

 

Dia 9 de Julho vai actuar no Palco Heineken no NOS Alive.

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publicado às 10:15

O que ficou dos Grammy Awards

por Marisa Furtado, em 09.02.15

Estive a ler alguns artigos e a ver uns quantos vídeos no YouTube relativos à cerimónia dos Grammy, que aconteceu na noite passada, e muita coisa há para esmiuçar: as roupas, os vencedores, o Kanye a ser o Kanye quando quase interrompeu o discurso de agradecimento do Beck, as actuações - a da Beyoncé foi, surpreendentemente, aborrecida -, mas no meio de tudo isto há apenas uma coisa que me chamou verdadeiramente a atenção: a actuação do Paul McCartney, da Rihanna e do Kanye West.
Tenho uma relação de amor/ódio com esta FourFiveSeconds, a música que juntou, vá-se lá saber porquê, aqueles três que acabei de mencionar. Bom, se calhar “amor” é demasiado forte. Acho que gosto da música, é assim um som easy listening e não há nada de mal nisso, mas parece demasiado amador e muito one hit wonder, o que é estranho tendo em conta o grupo de pessoas que aqui estão. E isto leva-me ao segundo ponto: sou só eu que acho a junção destes três a coisa mais improvável de sempre? Não me interpretem mal, isso até podia ser uma coisa boa mas acho que, aqui, não é. Qual é ao certo a participação do sir Paul McCartney nesta música? Foi chamado só para tocar guitarra? Parece-me que a ideia era que ele acompanhasse os outros dois nas cantorias mas, na prática, não é isso que acontece. Ele bem mexe os lábios mas a voz quase não se ouve, nem na versão de estúdio nem nesta ao vivo. Ah, e qual é a cena da Rihanna nesta performance? Que trejeitos masculinos são aqueles? E onde é que ela foi buscar a ideia que consegue ser bad ass

 

 

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publicado às 15:55

#onrepeat | Sia - Elastic Heart

por Marisa Furtado, em 16.01.15




Não é só a música que está em repeat por estes lados. O (fantástico) vídeo também não me sai da retina. Muita coisa se poderia dizer sobre isto mas vou-me cingir a apenas três:

- A Sia continua a não desiludir. As músicas, não sendo muito elaboradas nem muito diferentes do que se tem ouvido até agora, ficam no ouvido. Mas para mim o melhor são mesmo as letras. É incrível a capacidade que ela tem de contar uma história em apenas 2 ou 3 minutos. Well, I've got thick skin and an elastic heart, / But your blade it might be too sharp / I'm like a rubber band until you pull too hard, / I may snap and I move fast. Estas analogias são tão boas que me matam aos bocadinhos. 

- O vídeo saiu a semana passada e, de repente, estoirou o escândalo. Que era uma pouca vergonha, que o vídeo era uma promoção clara da pedofilia, coitadinha da menina que só tem treze anos e anda ali a esfregar-se no Shia LaBeouf e rebeubéu pardais ao ninho. Vamos lá ter calma e pensar um bocadinho antes de dizer parvoíces. O que me parece é que o terror que nos entra em casa diariamente via telejornais e internet nos está a deixar maluquinhos. Mudem lá o chip. Isto é arte, não é crime. A coreografia está fantástica e eles os dois também. Já vi o vídeo milhentas vezes e não identifiquei nada que tivesse conotações sexuais.

- E não é que descobri o Shia LaBeouf?! E que bela descoberta foi esta! Já o tinha visto em alguns filmes, no New York, I Love You e, mais recentemente, no Ninfomaníaca, mas sempre o tinha achado assim um pãozinho sem sal. Um homem com cara de bebé - haverá maior turn off? - sem graça nenhuma. Mas de repente transforma-se nisto! Num pedaço de mau caminho. Num homem a sério, com uma barba hipster que deve fazer inveja a muitos homens. O mundo com este Shia LaBeouf é, sem dúvida, um mundo melhor. Belo casting senhora Sia.

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publicado às 11:19

#onrepeat | Banks - This is what it feels like

por Marisa Furtado, em 23.09.14


É difícil encontrar as palavras certas para descrever o trabalho desta rapariga de Los Angeles, mas é muito fácil descrever o que sinto quando ouço Goddess, o álbum de estreia lançado no passado dia 9: arrepios. A-DO-RO os beats graves vibratórios - não sei o termo técnico e esta é a melhor maneira que encontrei para os descrever, sorry - que transformam qualquer música na coisa mais sexy que já ouvi. Se tiverem oportunidade de ouvir esta música com uns bons headphones vão perceber o que estou a dizer. A amplitude vocal dela também é qualquer coisa de extraordinário, passa dos tons agudos para os mais graves com imensa elegância. O instrumental e a voz poderosa dela deram origem a músicas dramáticas, quase assombrosas, fantasmagóricas, mas muito muito sexy. Fechem os olhos e deixem-se levar. Se quiserem ouvir o álbum completo cliquem aqui.

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publicado às 10:48

#onrepeat | Tove Lo - Habits (Stay High)

por Marisa Furtado, em 11.09.14


Estou obcecada com esta rapariga. É gira que se farta, tem aquele ar cool que gosto tanto, canta bem e conseguiu criar um pop electrónico fresco que vicia. Pelo menos eu ao fim de três minutos estava viciada! Esta Habits (Stay High) tem andado on repeat por aqui nos últimos quatro dias e já acordo com ela na cabeça. Se quiserem conhecer melhor o trabalho desta cantora sueca podem ouvir o EP, que saiu no passado mês de Março, aqui.

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publicado às 10:13

#onrepeat | D'Alva - Homologação

por Marisa Furtado, em 17.07.14

 

D'Alva - Homologação

 

 

Fiquei a conhecer o trabalho dos D'Alva - projecto de Alex D'Alva Teixeira e Ben Monteiro - no NOS Alive -  review aqui - e desde aí que aquelas músicas, ali entre o funk e o pop, não me saem da cabeça. O mesmo se passa com o concerto e com a energia contagiante do vocalista em palco. Esta é uma das coisas boas dos festivais. Vai-se para ver determinadas bandas mas acabamos sempre por descobrir músicas novas. Foram mesmo uma agradável surpresa e fiquei cheia de vontade de os ver de novo ao vivo.
Podem ouvir o novo álbum dos D'Alva, #batequebate, um trabalho com claras influências da pop dos anos 80, no NOS Discos. À medida que ia ouvindo as músicas aquilo que me vinha à cabeça eram os early years da Janet Jackson e da Madonna. Ouçam porque vale mesmo muito a pena. É bom ouvir boa música cantada na nossa língua e fugir um bocadinho à síndrome David Fonseca "somos-portugueses-mas-cantamos-sempre-em-inglês". Os D'Alva são uma lufada de ar fresco. 

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publicado às 10:05


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