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Li no site do Público que está a ser posta em cima da mesa uma proposta de lei que prevê a possibilidade de as mulheres que trabalham na função pública e que têm filhos ou netos com menos de 12 anos possam optar por trabalhar apenas meio dia, abdicando de 40% do ordenado. 
Acho que esta ideia é de louvar, se bem que receber menos 40% do ordenado ao fim do mês é, para muita gente, insustentável, porém não consigo evitar a indignação com duas coisas muito simples que se calhar para muita gente são pormenores mas para mim é um sinal de alerta brutal: porque é que esta lei está a ser pensada apenas para as mulheres? E porque é que é só para as que trabalham na função pública? Os homens também não têm direito a passar tempo com os filhos/netos? Continuam a ser vistos como personagens secundárias nisto da parentalidade, é? Só estão cá para ajudar, é isso? Porque "mãe é mãe", essa expressão completamente vazia que tanta gente gosta de apregoar. Mãe é mãe e pai é pai. Têm os dois a mesma importância e responsabilidade naquilo que é educar, proteger e amar uma criança.
E quem trabalha no privado? Tem menos necessidade de passar tempo de qualidade com as suas crianças? São só os funcionários públicos que têm, quase sempre, horário certinho de entrada e de saída que podem optar por trabalhar menos horas? E os do privado que, muitas vezes, entram às 9h mas não sabem a que horas saem, não merecem, também, ter a opção e o direito de trabalharem menos umas horas para estarem com os filhos/netos?
Actualmente muitos pais - homens e mulheres - sentem-se quase culpados por pedirem ao chefe para, 'por favor', poderem sair mais cedo ou faltarem um ou dois dias porque o filho está doente, ou teve um problema na escola ou, simplesmente, porque já não vê o pai ou a mãe há não sei quantos dias, fruto dos horários absurdos que se praticam em muitas empresas, na sua maioria privadas, claro. É, por isso, urgente, que a hipótese de uma lei destas seja discutida mas, de preferência, para abranger toda a gente, e não só alguns. Caso contrário, uma coisa que começa por ser uma boa ideia passa, muito rapidamente, a ser uma injustiça.

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publicado às 13:56

O que os homens que educam raparigas precisam saber

por Marisa Furtado, em 30.03.15

Há uns anos soube que queria ser mãe. Acho que foi uma coisa que aconteceu assim de repente, num dia não pensava nisso e, sem que nada o fizesse prever, no dia seguinte comecei a maturar a ideia - será que é isto o relógio biológico? - Quero ter a oportunidade e o privilégio de educar alguém com os valores que acredito serem os correctos. É um desafio, provavelmente muitas vezes mal sucedido, mas acima de tudo um privilégio. Com o passar do tempo comecei a desenvolver um interesse crescente pelas questões da parentalidade - e não usei a palavra 'maternidade' de propósito -, desde a amamentação, esse assunto tão polémico!, a questões comportamentais dos miúdos - as birras, as noites a caminho da cama dos pais, a escola, as dificuldades de aprendizagem, etc. Numa das minhas leituras acabei por ir dar a este post interessantíssimo; um texto escrito por uma rapariga de 23 anos sobre as 25 coisas que os pais devem fazer quanto têm uma filha. E quando digo pais refiro-me exclusivamente aos homens. Estas são algumas coisas que ela menciona no artigo:

- Não influencies nem assumas quais são os gostos dela só porque é uma rapariga. Não lhe mostres apenas flores e bonecas. Dá-lhe a conhecer também carros e Legos.
- Trata a mãe dela como igual e não como se fosse inferior a ti. Quando crescer vai querer que a tratem da mesma maneira.
- Mostra-lhe o teu lado sensível. Assim vai perceber que também pode sê-lo sem ver isso como uma fraqueza.
- Faz um esforço para entenderes os interesses dela. Vais ensiná-la que, sejam eles quais forem, são interessantes e têm valor.
- Se não o dirias a um filho, não o digas à tua filha.
- Não fales das mudanças que se passam no corpo dela como se fossem coisas estranhas. Isso só fará com que ela sinta vergonha do próprio corpo.
- Não objectifiques o corpo das outras mulheres nem faças comentários degradantes acerca disso. Ela ouve o que dizes e vai, certamente, olhar para ela à luz desses comentários.
- Não fales apenas de homens importantes, fala também de mulheres fortes e com papeis importantes na sociedade. Ela vai crescer sabendo que isso é a regra, e não a excepção, e que tem essa oportunidade.
- Ensina-a que ela é a única pessoa que decide o que acontece com o corpo dela

 

Este artigo fascinou-me porque, apesar de falar de coisas que, idealmente, fariam parte do senso comum de qualquer pai, toca também num ponto crucial e que, provavelmente, as pessoas não entendem ou não valorizam: a forma como os pais/homens educam as filhas e a forma como se comportam pode mudar o mundo para as mulheres. Não só para aquela que estão a ver crescer mas para todas as outras que se vão cruzar na vida dela e que ela própria, um dia, pode vir a educar. Depende muito deles, dos pais, dos homens que as educam, a forma como elas se vêem a elas próprias e como interpretam o que as rodeia. Parem de dizer aquela parvoíce "assim que ela me aparecer com um rapaz em casa recebo-o com uma espingarda". Não. Errado.  Se não confiam no julgamento que ela faz das pessoas, então alguma coisa falhou na educação que lhe deram. Se derem o exemplo não têm nada a temer. Se tratarem as mulheres, especialmente a mãe dela, com respeito, se forem carinhosos e elogiarem frequentemente não só a mãe mas a própria filha, se derem o exemplo, elas vão querer alguém igual ou melhor. Mas se, por acaso, ela se enganar esqueçam a espingarda. Basta estarem lá para ela quando as coisas correrem mal. Não só é mais realista como é bastante mais útil. E se tiverem  dificuldades em conter-se nesses comentários sexistas sigam-se por aquela simples regra: se não o diriam a um rapaz, não o digam a uma rapariga. Usando novamente o mesmo exemplo, nunca ouvi um pai de um rapaz dizer "assim que ele me aparecer com uma miúda cá em casa recebo-a com uma espingarda". Nunca. Provavelmente escolhem outro tipo de comentários idiotas e igualmente sexistas. Portanto, se não o diriam aos filhos, não o digam às filhas e vice-versa. É um óptimo primeiro passo para educar aquela pessoa para a igualdade. Os pais - e agora por 'pais' refiro-me aos dois, ao pai e à mãe - não são a única influência na vida dos filhos e é por isso que têm de ser a melhor. 

 

 

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Imagem via Pinterest

 

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publicado às 10:20

Pessoas com filhos: sentem que estão com falta de ideias para entreter a criançada aos fins-de-semana? Acham que as ofertas de actividades infantis são todas muito infantilizadas e pouco a puxar pelo desenvolvimento intelectual dos mais pequenos? Pois bem, não procurem mais porque o Museu Benfica - Cosme Damião está cá para vos facilitar a vida!
No dia 21 de Fevereiro teve início o ciclo "Hora do Conto" com o cunho da escritora Alice Vieira. No dia do kick off a própria autora e promotora do ciclo leu "A Arca do Tesouro" aos mais pequenos e foi um verdadeiro sucesso! Eu estava lá com a minha sobrinha mais velha e ela adorou. Ou melhor, adorámos as duas, que estes são contos infantis mas também têm o dom de tocar no coração dos mais crescidos e de os fazer repensar muita coisa - este conto em particular era, não só mas também, sobre a falta de tempo dos pais para ouvir e perceber o que se passa no pequeno grande mundo dos filhos.
Até ao dia 11 de Abril são várias as figuras conhecidas do mundo da cultura que vão passar pelo Museu para ler outros contos da Alice Vieira. Este evento foi pensado para os mais pequenos mas os adultos também estão convidados, claro! Quem é que diz que não a um conto lido pelo Rogério Samora? Eu nesse dia estou lá de certeza. Na verdade, isto acaba por ser uma forma divertida de incutir o gosto pela leitura nos mais pequenos, mas é também um regresso à infância dos mais velhos. No final, têm à disposição um stand com os livros da autora onde os mais novos podem escolher e levar para casa o seu conto favorito. Acabaram-se as desculpas para não ler uma história antes de ir dormir! 

Os bilhetes custam 4€ para crianças/jovens até aos 17 anos, e 6€ a partir dos 18.

 

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Façam like na página do Museu para estarem informados sobre todas as actividades. Eles estão com uma programação muito, muito gira para a criançada e, em breve, vão ter eventos bem interessantes para os adultos. Não vão querer perder. Stay tuned!!

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publicado às 11:06

Get away | Um dia no Zoo

por Marisa Furtado, em 10.03.14

Quando era mais nova lembro-me que havia dois dias por ano - exceptuando os meus anos e o Natal - que eram uma excitação: o dia em que ia com os meus pais à Feira Popular e o dia em que íamos ao Jardim Zoológico. Era assim uma espécie de tradição de família. A única. Como eram passeios caros só podíamos ir uma vez por ano por isso, para mim, eram verdadeiros eventos!, qual Moda Lisboa. Da Feira Popular lembro-me da lagarta, da casa do terror, da montanha russa onde nunca tive coragem para andar, de uma coisa que andava à roda com cadeiras penduradas numas correntes e de me lambuzar com o algodão doce e as farturas. Já do Zoo lembro-me do nervoso miudinho que me invadia o estômago na fila para o teleférico, do espectáculo dos golfinhos que via, religiosamente, todos os anos e todos os anos constatava que era igual, até as músicas!, das festas que fazia aos póneis e às cabras na Quintinha e dos gelados, os epás e pernas de pau, que comia na zona dos macacos. Aliás, um dos meus traumas de infância deve-se a uma destas visitas. Estava eu, com uns 7 ou 8 anos, a comer o meu Epá e a olhar para os macacos quando reparei que os chimpanzés pequeninos conseguiam sair das jaulas e andar por ali ao pé das pessoas. Ideia brilhante: ir ter com um deles e mostrar-lhe o meu gelado, completamente alheia aos avisos da minha mãe "olha que ele tira-te isso!". Primeiro abanei-lhe a colher, que ele ignorou, e depois pus-lhe o gelado debaixo do nariz. Dois segundos depois senti a pata do macaco a tocar na minha mão e a arrancar-me o gelado - choque! Aquilo assustou-me tanto que desatei a correr desenfreadamente não sei bem para onde. O estúpido do macaco deve ter achado piada e começou a correr atrás de mim de Epá em punho e a fazer aqueles sons que os macacos fazem. Portanto, naquele lindo dia de verão, o cenário no Zoo era este: uma criança lavada em lágrimas a fugir de um macaco bebé que a perseguia com um gelado, uma mãe - a minha - a correr atrás do macaco e da filha a rir-se à gargalhada, e um segurança do parque a correr atrás daquela gente toda para saber o que se estava a passar. Bonito ãh? Depois desse dia passei a achar os macacos uns bichos assustadores. Detesto-os. 

 

Se, infelizmente, já não posso reviver as memórias da Feira Popular, acho incrível poder fazê-lo com o Jardim Zoológico e foi isso mesmo que fiz no passado fim-de-semana. Está igualzinho ao que me lembrava apenas com alguns updates interessantes: a zona dos rinocerontes está maior, os orangotangos também têm um espaço renovado e a Quintinha tem uns cabritos que são as coisas mais fofas de sempre! 

 

 

 

 

 

 

 

 



 

 



 

 



 

Digam lá se não são as coisas mais fofas!!

 



 

 



 

 



 

A Fashion Week do Zoo

 



 

O bicho mais simpático de sempre

 



 

Dá vontade de os levar a todos lá para casa

 



 

 



 

 



 

Malvado!!! Aposto que foi roubar os brócolos a um desgraçado qualquer que estava a almoçar muito descansado. Quem gostar destes pequenos terroristas vai adorar saber que eles continuam a andar livremente fora das jaulas...

 



 

A Aldeia dos Macacos é um clássico para quem visita o Jardim Zoológico 

 



 

O Timon!

 



Foi uma tarde muito bem passada que recomendo a toda a gente, aos miúdos e graúdos, que o Zoo não é só para as crianças! Eu já estou quase nos trinta e continuo a deliciar-me com aquela bicharada toda. É um passeio bem divertido para aproveitar estes dias de sol deliciosos que começaram agora a dar um ar de sua graça. A entrada continua a não ser barata - 18.50€ - mas há vários descontos que podem usar para tornar o ingresso um bocadinho mais acessível.
A única coisa que me desagradou e que, infelizmente, continua igual ao que era há uns anos, foi a zona da restauração. Quando existem uns três ou quatro restaurantes onde o melhorzinho é o McDonald's... acho que está tudo dito. A oferta é muito pobre, os restaurantes que se comprometem a servir refeições completas são caros, com um atendimento medíocre e um aspecto ranhosinho. A melhor solução continua a ser levar uma merendinha de casa e comer no parque de merendas que há no jardim, com mesas e banquinhos em pedra por baixo das árvores. É, sem dúvida, um almoço diferente e uma opção bem mais saudável e económica que o Mac.

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publicado às 11:03

Mango Kids | Moda para os mais novos

por Marisa Furtado, em 24.02.14

Quem disse que as crianças têm de andar sempre de fato de treino? Ou com roupa de algodão da cabeça aos pés? Ou pior: com camisolas estampadas com os desenhos animados do momento - que agora parece que são umas coisas chamadas Monster High, que são só os bonecos mais esquisitos que já vi! Deixem-se disso. Felizmente são cada vez mais as lojas que têm opções super originais para os mais novos, sem nunca perder o conforto. Afinal são crianças. Quem lhes tira a hipótese de chafurdar na poça de chuva mais lamacenta tira-lhes tudo.
Não tenho filhos mas tenho duas sobrinhas e sempre que a ocasião pede prendinhas evito ao máximo dar-lhes bonecada. Não tenham pena, eu não dou mas os restantes membros da família tratam de colmatar essa falha com montanhas de bonecas e panelinhas e afins. Cá em casa preferimos oferecer roupa, de preferência conjuntinhos. Portanto, aquilo que faço comigo faço também com elas: ando que tempos dentro da loja com umas calças na mão até encontrar a camisolinha ou o casaquinho que assenta ali mesmo bem. Cientes de que esta tarefa nem sempre é fácil, a Mango resolveu facilitar a vida aos papás e criou vários looks com peças em ganga - um clássico - com dicas preciosas de como as usar.


 



 


Eu, como é óbvio, não resisti e fui espreitar o site para ver o resto da colecção. E que coisas giras eles têm! Dá vontade de trazer tudo!


 


 


Para a menina


 

















Para o menino















Adoro este último. Imaginem lá um miúdo de 4 ou 5 anos com isto vestido. Não é a coisa mais fofa de sempre? Claro que é!






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publicado às 10:22


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