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O que ficou dos Oscares

por Marisa Furtado, em 23.02.15

Depois de ver as muitas imagens da passadeira vermelha  houve um e apenas um vestido que me ficou gravado na retina.

 

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Adorei a simplicidade do vestido. A cor, o corte, aquela flor ali de lado. É perfeito. Para além de ser lindíssima, a Gwyneth é a classe em pessoa. Adoro-a.

Quem também está de parabéns, não pelo vestido mas pelo Oscar, é a Julianne Moore que ganhou o galardão de Melhor Actriz com o filme Still Alice. Vi-o no passado fim-de-semana e já o recomendei a uma data de pessoas. É um filme bonito, mas triste e duro ao mesmo tempo. E o desempenho dela é absolutamente perfeito. Não há dúvida de que o prémio foi muito bem entregue. Fartei-me de chorar ao longo do filme por isso, se ainda não o viram, preparem os lenços.

 

 

E já que estamos numa de filmes marcantes tenho de mencionar o Whiplash. Era, para mim, o filme mais aguardado do ano e as minhas expectativas não foram defraudadas. Como não sou crítica de cinema não consigo arranjar uma forma mais eloquente de o classificar para além desta: é um filme do caraças! A história é muito boa e os desempenhos... bem digamos que houve várias vezes ao longo dos 107 minutos que tive vontade de agredir aquele malvado professor e de dar uns valentes abanões ao desgraçado do aluno. Estava a torcer para que ganhasse o Oscar de melhor filme, mas não faz mal. Para mim, e apesar de ainda não ter visto o grande vencedor da noite, Birdman, o Whiplash foi, sem dúvida, 'O' filme.

 

 

 

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publicado às 13:16

O Outono/Inverno não traz apenas as novas colecções às lojas, é também com os meses frios que os filmes de qualidade regressam às salas de cinema. Há poucas coisas que me entusiasmem tanto como alapar o rabo numa sala de cinema, com o meu balde de pipocas doces e salgadas e um bom filme a passar no ecrã, mas no Verão contam-se pelos dedos de uma mão os que me levam a estes espaços. É tudo tão medíocre: comédias românticas infantis, filmes de super-heróis, filmes de terror, o 38.º Velocidade Furiosa... não obrigada! No Outono/Inverno sim, começam a aparecer filmes que valem a pena ver e normalmente até são aqueles que concorrem aos Óscares. Este ano parece que a época de bons filmes começou mais cedo com Os Maias, de João Botelho. Já tinha lido o livro na escola e apesar da resistência inicial - aquela descrição pormenorizada do Ramalhete desencoraja qualquer adolescente parvo - lá dei uma oportunidade ao Eça e quando soube que tinha sido adaptada ao grande écran fiquei muito entusiasmada, especialmente por saber que não era um filme convencional: todas as cenas de exterior foram, na verdade, filmadas em estúdio com telas pintadas pelo artista plástico João Queiroz. Acho que é uma coisa inédita no cinema português e, só por isso, já vale a pena a compra do bilhete. Mas há mais: as falas não foram reescritas, são as mesmas que estão no livro e apesar de o João Botelho não ter transformado toda a obra em filme - se o fizesse duraria bem mais que os 135 minutos - escolheu as cenas que mais semelhanças têm com o Portugal de hoje. E acreditem que, infelizmente, há muita coisa do Portugal do século XIX que se mantém igual ao do século XXI. Isto é meio caminho andado para nos identificarmos com a história. Querem mais um motivo para o irem ver? O filme tem mais de 50 actores! São todos eles muito bons mas o que me arrancou as maiores gargalhadas foi o Pedro Inês, que interpreta o João da Ega. Não chega? Querem mais uma? O filme pode ser visto em várias salas mas eu recomendo que, se puderem, o vejam no Cinema Ideal onde está a versão do realizador, com mais 50 minutos. Assim não só conseguem ter uma visão cinematográfica mais alargada desta adaptação, como aproveitam para fazer uma espécie de back to basics no que ao cinema diz respeito. As projecções de filmes começaram a ser feitas ao ar livre, em feiras, e gradualmente passaram para espaços cada vez mais fechados até chegarem aos centros comerciais onde estão, hoje em dia, as maiores salas. Eu não tenho nada contra isso. Normalmente é só nessas salas que me posso deleitar com o meu balde XL de pipocas que, sim, já sei, é um sacrilégio para os puristas do cinema que acham que só se consegue desfrutar de um filme se estivermos impávidos e serenos a olhar para o ecrã. Eu acho simplesmente que é o melhor dos dois mundos. O Cinema Ideal para além de ter uma história riquíssima - é a sala mais antiga da capital - é também um cinema à moda antiga onde as pipocas não entram. Se tiverem saudades de ir ao cinema sem serem obrigados a entrar num centro comercial e sem ouvir o crunch das pipocas, este é o sítio... ideal.

 

 

 

 

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publicado às 10:05

Agenda | VFNO & Motel x

por Marisa Furtado, em 10.09.14

Setembro é um mês estranho. Ainda temos direito a uns quantos dias de calor mas de vez em quando lá aparecem aquelas nuvens negras para nos lembrarem que o Outono está já ali ao virar da esquina. É um mês de melancolia pelo fim da silly season e de expectativa para saber o que os meses mais frios nos reservam. Talk about mixed feelings! Felizmente Setembro é também o mês em que começam a acontecer novamente coisas giras na cidade, talvez para tornar esta transição mais fácil para as alminhas alfacinhas. 

Hoje inicia-se a 8.ª edição do Festival Internacional de Cinema de Terror, o Motel x. Não sendo eu uma grande fã de filmes de terror, não, esperem, na verdade não sou grande nem sou pequena, não sou fã de filmes de terror. Ponto. O ano passado fui arrastada para uma sessão tripla que acabou já passava das 3h da manhã e, aqui me confesso, adormeci a meio. É verdade, adormeci a meio da sessão de filmes de terror mais longa da história. Em minha defesa: os filmes eram mesmo muito maus. Nem sequer assustavam, não havia suspense, nada. Eram mesmo só maus filmes. Mas dizia eu, que não sendo fã de filmes de terror, mas como gosto de saber o que se passa à minha volta, já fui dar uma espreitadela aos filmes deste ano e até há um que eu gostava de ver, que é precisamente aquele que não assusta nada e que até dá para rir. É o filme de terror ideal para mim, portanto. Chama-se Life After Beth e passa hoje às 21h30 no Cinema São Jorge. Para ficarem a conhecer o resto da agenda cliquem aqui. Cada bilhete custa 4€.

Se o cinema de terror não for mesmo nada a vossa onda e se aquilo que vos entusiasma são descontos, festas e bebidas à pala então dia 11 é o vosso dia. É verdade, a Vogue Fashion Night Out está de regresso às ruas mais trendy da cidade e, tal como nos anos anteriores, promete muita animação, muita música, iniciativas solidárias e promoções nas mais de 200 lojas abertas até às 23h na Avenida da Liberdade, Rua Castilho, Chiado, Baixa e Príncipe Real. O lema para sobreviver a esta noite é simples: planear, planear, planear. O maior erro que se pode cometer é tentar passar em todas as capelinhas. Em menos de nada as lojas transformam-se em pequenas latas de atum e comprar o que quer que seja num pesadelo. Been there, done that. Para terem um terror de noite não vale a pena enfiarem-se em lojas de roupa, vão ao Motel x que ficam melhor servidos. Posto isto, já estive a delinear com muito cuidado o meu percurso e estas são as capelinhas por onde vou tentar passar, e digo tentar porque se começar a ver as lojas a abarrotar vou-me logo embora, que eu sou uma pessoa que sofre de ansiedades várias e estar em espaços fechados com muita gente é, sem dúvida, a maior delas. A saber:

 

- a Pull&Bear e Stradivarius são duas das lojas que mais frequento ao longo do ano e neste dia vão estar com 20% de desconto entre as 10h e as 23h. Infelizmente a Zara, a razão da minha ruina financeira logo ali na primeira semana de cada mês, continua a fazer-se de morta e nem um mísero descontinho de 10% oferece aos fieis seguidores... tentamos de novo para o ano, ok?

- a H&M também vai ter descontos de 20%. Ideal para trazer umas pecinhas da novíssima H&M Home que vai abrir hoje!

- a Mango para além dos descontos de 20% também vai ter maquilhagem gratuita

- a Perfumes e Companhia estará com 20% de desconto as well. Será que é desta que consigo trazer comigo o Miss Dior?

- e O Boticário continua a ser um mãos-largas e terá descontos até 50%!

Depois de completarem o vosso roteiro é natural que, para além de cansadas, estejam famintas. No worries. Para os estômagos mais exigentes o Guilty by Olivier e o U Chiado têm menus especiais VFNO. 

Razões para passarem noites divertidas não faltam! Enjoy.

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publicado às 11:24

O cinema está a ficar cada vez mais pobre

por Marisa Furtado, em 12.08.14

No passado fim-de-semana fui ao cinema ver A Most Wanted Man, o último filme completo de Philip Seymour Hoffman e saí da sala com um peso enorme no peito a pensar "Como é que um homem com um talento destes, próximo da genialidade, um dos melhores naquilo que faz, acaba assim com a vida?" Ontem, infelizmente, adormeci a pensar o mesmo. 


 


 




1951-2014

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publicado às 09:53

Sei Lá vs. Sexo e a Cidade

por Marisa Furtado, em 31.03.14

Advertência: tudo aquilo que está aqui escrito é apenas baseado no trailer do filme Sei Lá, e parece-me ser o suficiente. 


Soube da existência deste filme a semana passada através de um blog. Estava apresentado como um filme muito divertido, que as mulheres iam adorar e que deviam ir vê-lo com um grupo de amigas. Um filme para mulheres, portanto. Depois de ver o trailer percebi que  este até podia ser um filme para mulheres mas não era, sem dúvida, um filme para esta mulher. Disse-o na minha página do Facebook e percebi que não era a única, afinal havia mais que não se reviam naquilo. Pronto, assunto arrumado. Pensava eu. No passado sábado o Jornal das 8 da TVI apresentou uma peça sobre ele tentando compará-lo com o Sexo e a Cidade, a Judite de Sousa descreveu-o como "uma espécie de versão de Sexo e a Cidade à portuguesa". Assim de repente não estou a ver o que é uma espécie de versão do Sexo e a Cidade à portuguesa, mas deve ser algo que não tem nada a ver com o Sexo e a Cidade. Ora bem, meus amigos, vamos lá ver uma coisa: um filme, ou uma série, para poder ser comparado com o SATC - sigla em inglês para me facilitar a escrita - não tem apenas que ter quatro mulheres bem vestidas como figuras centrais que passam a vida a falar de sexo. Lamento, mas há muito mais que isso. Se a série americana fosse só isso não tinha tido, certamente, o êxito que teve. O Sexo e a Cidade aborda sexo, sim, homens, a própria cidade de Nova Iorque, moda, filhos, amizade, trabalho, a redefinição do papel da mulher na sociedade... é uma série sobre mulheres. Mas o Sei Lá é, claramente, um filme sobre homens. E não há mal nenhum nisso! Aquilo que é mostrado no trailer, que é suposto ser um conjunto de cenas retiradas de um filme e que, em 2 minutos, mostre às pessoas qual a história e o conteúdo do mesmo, são quatro mulheres que passam a vida a falar dos homens, todo o filme gira à volta deles e do comportamento deles e foi feito para os incomodar. Dizia a voz off da reportagem que é "impossível não fazer comparações com a série norte-americana". A sério? É impossível não fazer comparações? Acho que impossível é comparar as duas coisas da forma como o estavam a tentar fazer. Mas a parte mais gira da peça, e que motivou este meu texto, foi a Rita Pereira - que faz parte do "elenco de luxo" - dizer que, sim, o filme é um Sexo e a Cidade à portuguesa "sendo que este livro [Sei Lá, da Margarida Rebelo Pinto] foi escrito quando ainda não havia o Sexo e a Cidade, isso é de salientar". Oi? Estaria a Ritinha a sugerir que a Margarida Rebelo Pinto viu aquele universo representado na série americana muito antes dos produtores e das pessoas que a escreveram? Ou então que foi a Candace Bushnell que leu o Sei Lá, achou aquilo genial e foi a correr fazer um livro parecido? Espero que não, até porque o que ela diz está errado. O SATC começou com o livro com o mesmo nome, da Candace Bushnell, que foi publicado em 1997, a série estreou em 1998 e o Sei Lá, da Rebelo Pinto, foi publicado em 1999. Mas a peça apresentada pela TVI girou sempre à volta disto: que era muito semelhante ao SATC, que a série americana teve muito sucesso e que o livro da Margarida também foi um best-seller a uma escala inédita em Portugal. Não percebo esta necessidade das pessoas se valorizarem ou valorizarem o seu trabalho comparando-o, à força, com outra coisa remotamente parecida. Mas se, mesmo assim, o quiserem fazer convém não mandarem postas de pescada para o ar a ver se pega e saberem, de facto, do que é que estão a falar. Isto é que é da salientar! Mas a Rita Pereira não se fica por aqui, disse ainda que este é um filme que os homens vão querer ver porque querem saber como é que, realmente, as mulheres pensam. Epá... não Rita. Não é assim que as mulheres pensam e espero que os homens que forem arrastados para as salas de cinema para ver o filme sejam pessoas inteligentes e percebam que aquilo é uma caricatura, não é uma representação fiel do mundo feminino. Se estiverem realmente interessados em entrar nesse universo vejam o SATC, não o Sei Lá. Aquele universo feminino que vi no trailer pareceu-me extremamente forçado, numa tentativa de representar o feminismo mas visto do avesso - feminismo não é aquilo! -, e cheio de estereótipos: "Catarina, a bem casada, mãe de filhos e casa em Belas e o marido, o Bernardo que... enfim" ou a personagem da Ana Rita Clara, que parece que agora é actriz, cuja personagem "trata os homens como eles nos tratam a nós". Eu nem sei bem o que isto quer dizer! O que é isso de tratar os homens como eles nos tratam a nós? É que, no mundo masculino, tal como no feminino, há homens interessantes, inteligentes, que prezam o conceito de família e depois há os outros que, por alguma razão, não querem ouvir falar em compromissos, só querem dar umas quecas e passar à próxima e penso que são bastante claros em relação a isso. Cabe-nos a nós, mulheres, saber ler nas entrelinhas para perceber qual deles temos à frente. "Conheci o Francisco num jantar de amigos, saímos umas quantas vezes, fomos para a cama outras tantas, mas há duas semanas que ele não me liga! Os homens são todos uns cabrões/idiotas/básicos!" pois, mas se calhar o Francisco, numa daquelas saídas, disse que tinha acabado uma relação de longa data porque descobriu que a namorada o andava a trair. Isso é um sinal claro que aquilo que o Francisco quer é dar umas voltas para desanuviar e, talvez, daqui a 3 anos, volte a pensar em juntar os trapinhos com alguém. Ele não diz isto, como é óbvio, mas está implícito. Cabe às mulheres "independentes e urbanas", como são as do filme, perceberem isto. Afinal temos um bem precioso que se chama instinto, que não serve só para perceber se um homem é, ou não, bom na cama.


 


 



 

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publicado às 10:50


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