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Get away | Nova Iorque: o que aprendi em 7 dias

por Marisa Furtado, em 08.06.15

Nos sete dias que passei em Nova Iorque consegui perceber que:

 

- Os nova-iorquinos são muito mais simpáticos e expansivos que os portugueses. Têm sempre um sorriso na cara, quando entramos numa loja ou restaurante dizem sempre bom dia ou boa tarde e perguntam se estamos bem. Quando saímos dizem sempre adeus e desejam-nos um resto de bom dia. How refreshing!


- A hora das refeições é tudo menos sagrada. Vimos pessoas a comer sopas ou pratos com massa ou arroz, coisas que fazem, naturalmente, mais chiqueiro, enquanto caminhavam apressadamente na rua, a comer em pé, em escadas de museus ou lojas e as que comiam nos restaurantes faziam-no em 15 minutos. Há sempre qualquer coisa mais importante para fazer que perder uma hora sentado a comer. 


- As refeições podem não ser sagradas mas o copo ao fim do dia é. As pessoas começam a sair do trabalho por volta das 17h e é a essa hora que os jardins e as esplanadas se enchem de pessoal engravatado a conviver. Achei fantástico! É aquela altura do dia em que abrandam um bocadinho o ritmo.


- Não estou a par das leis do ruído na América mas não devem ser grande coisa. Em Portugal penso que a partir das 20h ou 21h já não se pode buzinar. Aqui buzina-se a qualquer hora do dia, seja oito da manhã ou dez da noite, é uma alegria. Uma noite acordei de madrugada com alguém a buzinar furiosamente do outro lado da rua. Não há sossego.


- Muitos museus têm suggested admission, ou seja, cada pessoa tem a liberdade para pagar o que pode. Há uns que o aceitam sempre e outros só o aceitam a determinados dias da semana. É uma forma muito interessante de ter a cultura acessível para toda a gente. Talvez se devesse pensar fazer o mesmo em Portugal.


- A Time Out é gratuita todas as quartas-feiras!


- O tempo é terrível! Extremamente húmido e algo bipolar. Ora está sol e calor, ora fica frio e começa a chover durante horas. Ainda por cima nos meses, supostamente, mais quentes é quando chove mais! Nesta semana as manhãs foram sempre frescas e chuvosas e as tardes quentes e cheias de sol. Uma pessoa nunca sabe com o que pode contar. Meu querido clima de Lisboa...


- As estações de metro têm quase todas um ar um bocado assustador, tudo muito velho e decrépito, mas são muito seguras. Passei por várias e nunca me senti insegura. Nos comboios a maior parte das pessoas vai a mexer nos iphones, ipads e computadores portáteis e nenhuma delas me pareceu receosa por estar a expor assim as suas coisas. 


- Apesar deste clima de segurança generalizado ouvem-se constantemente, tanto no interior dos comboios como nas estações, mensagens da polícia de Nova Iorque a pedir às pessoas para terem sempre os pertences debaixo de olho e se virem alguma coisa suspeita para o comunicarem imediatamente à polícia ou aos funcionários do metro. As mensagens terminam sempre com um "Stay aware and have a safe day!" =)


- Há roulottes de comida espalhadas por toda a cidade. Não há esquina em que não haja alguém a vender qualquer coisa. E não são apenas pizzas e coisas cheias de molhos e gordura. Sim, há muitas dessas, mas também há imensas roulottes que vendem fruta, sopas e sumos naturais feitos na hora. E o mesmo se passa com os tradicionais restaurantes. Há muita porcaria mas também há muita coisa saudável. É 50/50. Em Nova Iorque só come mal quem quer e nós conseguimos nunca fazer refeições em cadeias de fast-food! A nossa alimentação fez-se à base de fruta, saladas, carnes brancas, sopas. Fomos imensas vezes ao Pret a Manger, um restaurante só com comida biológica e feita na hora. Tem sopas, sandes/wraps, saladas e bolachas maravilhosas e sente-se mesmo que é tudo fresco e não é nada processado. Todas as noites o staff do restaurante distribui a comida que sobrou pelos sem-abrigo e pela sopa dos pobres lá do sítio, em vez de a congelar e servir no dia seguinte aos clientes. Precisamos urgentemente de um restaurante destes em Lisboa!!! Fomos também a dois restaurantes italianos, um restaurante de marisco, o Luke's Lobster, onde comemos uma deliciosa sandes de lagosta e a uma das roulottes mais conhecidas da cidade, a The Halal Guys, que serve uma mistura de carne de frango e de cordeiro com arroz, salada e pão pita.

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A sandes de lagosta!

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O meu primeiro almoço em Nova Iorque... às 10h30 da manhã, 15h30 em Portugal, foi na Academia Barilla. A salada é de massa, manjericão e tomate cherry e a sandes de frango grelhado, espinafres, tomate e queijo.

 

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 A filosofia do Pret A Manger.

 

 

- As coisas são todas mais caras que em Portugal. A roupa é muito mais cara e a comida é um bocadinho mais cara, tipo 3€ ou 4€ a mais. Isto nos supermercados. Nos restaurantes é como cá: há coisas muito acessíveis e outras caríssimas.


- Aos fins-de-semana a cidade, apesar de continuar cheia de gente, abranda o ritmo. As pessoas passeiam em vez de correrem a cidade.


- Por último, percebi também que, apesar de termos conseguido ver tudo o que estava na nossa lista, todas as highlights, uma semana não me foi suficiente. Se pudesse voltava já hoje mas, desta vez, por mais tempo e para poder viver a cidade como um local e não como turista.

 

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Até breve.

 

 

 

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publicado às 18:45


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