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Eu nem queria outro blog!

por Marisa Furtado, em 03.01.14

Na minha vida as palavras sempre tiveram um papel fundamental. Não sei se foi quando me deram o primeiro diário ou quando li o primeiro livro. Quando era miúda devorava livros ao mesmo tempo que apontava, religiosamente, todos os preciosos acontecimentos da minha vida num diário às florinhas. Incluía coisas tão interessantes como "hoje passei o dia a estudar para o teste de português que vou ter amanhã. Estou nervosa", ou "o Tiago atravessou o pátio da escola para me cumprimentar. Será que é um sinal?". É por isto que não tenho nostalgia nenhuma da adolescência. Não há fase mais parva na vida de uma pessoa.


Se pudesse, fazia da escrita a minha vida. Já tentei, numa breve incursão pelo jornalismo, mas não correu como esperava. Muita coisa me fazia confusão. Desde não ter horas para nada à obrigação de não ter pejo de perguntar o que quer que fosse a quem quer que fosse. Acabava, invariavelmente, por sentir que estava a incomodar as pessoas que, coitadinhas, não tinham nada que me estar a contar a vida delas. "Oh, que disparate. Vou agora perguntar-lhe se está separada do marido. Nem pensar!". Claro que isto não vende, nem estes belos sentimentos se coadunam com essa importante profissão. Coisa boa: ir ao quiosque mais próximo, abrir o jornal, e ver vários artigos assinados com o nosso nome. É de uma vaidosice tremenda e é bem bom. 


Dizia que, se pudesse, fazia da escrita a minha vida. Não sei se vai ser possível mas, por agora, contento-me com um trabalho que me permite ter a vida que quero. E que luxo isso é! 


 


Isto dos blogs não é novidade para mim. Em tempos tive um. Começou muito bem mas ao fim de três anos cortei-lhe o pio. A criatividade desapareceu. A vontade de escrever continuava cá mas a paciência para despejar tudo para uma tela em branco não. Aos poucos o bichinho começou a voltar, mas abria o blog e não me saía nada. O título já não me dizia grande coisa, o header que uma leitora da altura, super querida, me fez também não. Aquela já não era a minha casa e por isso, um dia, sem dó nem piedade, fechei aquilo, guardei os textos - desligo-me com facilidade das coisas mas, lá está, as palavras dizem-me sempre muito - virei-me para o Sapo e construí uma nova casa. Muito mais minimalista e, talvez, um pouco pretensiosa. Gosto dela assim.


O título não só é uma quote de um filme, first heard on Anchorman: The Legend of Ron Burgundy, como também é uma frase que define alguns momentos da minha vida, also known as, that-escalated-quickly-moments. Nasci para criar dramas, qualquer migalha é motivo para fazer grandes filmes, imaginar os worst case scenarios, elevar o tom de voz que vai ficando, gradualmente, mais agudo - ver episódio "Brian the Bachelor", do Family Guy, para ter uma melhor noção do que se está aqui a falar -  e depois, quando já não há mais fôlego, respirar fundo, pôr as coisas em perspectiva e chegar à conclusão que, afinal, não é assim tão mau. Todo este processo pode demorar entre 2 minutos a umas horas. Dependendo da gravidade da situação.


 


Não sei bem o que quero com este blog, as usual. Sou uma pessoa com muitas opiniões, o que consegue ser bastante irritante, tal como usar expressões em inglês no meio de um texto em português - oh well, deal with it - , por isso não sei se isto vai ser uma coisa mais pessoal ou mais virada para aquilo que me rodeia: restaurantes novos que não resisto a experimentar, os filmes que me levam, mais aos pacotes XL de pipocas doces e salgadas - às camadinhas!! - aos cinemas, as novas tendências, os dramas de pôr peças de roupa no cestinho virtual do site da ZARA e que estão constantemente esgotados... e pronto, já voltámos ao lado mais pessoal.


Provavelmente vai ser um pouco de tudo isto. 

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publicado às 16:27



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