Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Como (re)começar a conduzir em 4 passos

por Marisa Furtado, em 11.04.14

1.º passo - admitir que se tem um problema 


2.º passo - ganhar coragem para resolver o problema


3.º passo - ganhar confiança com a ajuda de um homem muito paciente


4.º passo - grow some balls e fazer-me à estrada sozinha. Literalmente.


 Foi o que fiz ontem. Durante um bom par de semanas fui sempre eu a levar o carro do trabalho para casa, sempre com o meu homem ao lado, para me começar a desenrascar e tentar decorar o caminho que tantas vezes fiz à pendura. Quatro ou cinco viagens depois consegui, finalmente, decorar o caminho! Afinal o meu homem não estava a mentir quando dizia que "é sempre em frente! Não tem nada que enganar". Desconfio sempre quando as pessoas dizem isto mas, neste caso, é mesmo verdade. É mesmo sempre em frente. Porém, o percurso inverso ainda me deixa um bocadinho confusa... go figure. Bom, ontem o esposíssimo ia ver o jogo do Benfica e eu tinha três hipóteses: ou ia dar uma voltinha no Colombo para fazer tempo, ou ia de transportes para casa, ou então ia de carro. A primeira opção é sempre boa. Quem diz uma voltinha no Colombo, diz uma voltinha na Zara, que implica sempre (!) trazer uma ou duas coisas. Mas prometi a mim mesma não entrar em lojas de roupa antes dos meus anos, portanto a primeira opção estava fora de questão. Ir de transportes é o que costumo fazer habitualmente e é uma coisa que, aos poucos, me tem dado cabo dos nervos. Primeiro porque gasto uma quantia considerável de dinheiro em metro e comboio por mês, que tanta falta faz para aquelas "voltinhas no Colombo", e segundo porque tenho de andar comó raio para chegar ao metro, e depois tenho de andar mais para ir da estação de comboios até casa e esses percursos repetitivos, ao fim de um tempo, aborrecem-me. Estão a ver aquela sensação de não verem a luz ao fundo do tunel? É o que eu sinto quando tenho de fazer estas caminhadas depois de um dia de trabalho. Portanto, restava-me a opção de regressar a casa ao volante do nosso carro mas, desta vez, sozinha. Comecei a pensar nisso na noite anterior, na manhã seguinte comecei a amadurecer a ideia, a meio da tarde fiquei com uma dor de cabeça demoníaca e comecei a pôr a ideia de lado e quando saí e vi a distância que me separava do metro pensei "que se lixe, vou de carro. Ainda não são 17h30, não costuma haver muito trânsito a esta hora na 2.ª circular, por isso não devo ter dificuldades." Entrei no parque de estacionamento, ajustei o banquinho, liguei o carro e lá fui eu até à maquineta que abre a cancela. Primeiro problema: a cancela não abriu. Porquê? Porque parei o carro mais ou menos a metro e meio da máquina. "Não desanimes!". Marcha-atrás, vira o volante para a direita, primeira e toca a andar! Fiquei ligeiramente mais perto mas não o suficiente para a porcaria da cancela abrir. Já estava pronta para fazer marcha-atrás outra vez enquanto dizia mal da minha vida, quando aparece um vigilante do parque muito simpático para me abrir a cancela "Deixe estar! Dê cá o cartão, escusa de estar com trabalhos". Dei-lhe o cartão, meio envergonhada, a cancela abriu finalmente e lá fui eu. Cheguei à 2.ª circular e o que é que vi? Isso, muito trânsito. Exactamente aquilo que pensava que não ia haver por ainda ser cedinho. E qual é o meu problema com o trânsito? Não é estar sempre no pára arranca e andar uma data de quilómetros sem nunca passar da 2.ª mudança, é que para ir para casa tenho de entrar naquela estrada e enfiar-me numa das filas mais à esquerda e quando há assim tantos carros começo logo a hiperventilar porque parece que nuuuuuuuuunca ninguém me dá lugar. Eu dou lugar a toda a gente e a mim nunca ninguém me facilita a vida. Life's a bitch. Entrei na faixa da direita, comecei a fazer pisca para a esquerda a ver quando o carro de trás se apercebia que havia um Fiat Panda todo giro a querer passar-lhe à frente e em três tempos estava na fila que me ia levar a casa. A partir daqui comecei a relaxar e lá fui eu. Até pus o volume do rádio mais alto para ter a companhia da música. Infelizmente a Marisa Liz começou a gritar-me aos ouvidos e voltei a pôr o rádio no silêncio. Encostei o cotovelo à janela, vi quem estava à minha volta, liguei e desliguei o ar condicionando, quando deixou de haver trânsito pus a 5.ª e lá fui eu na fila do meio toda contente!, quando vi que estava a empatar o trânsito aos restantes daquela fila passei para a da direita e descobri que é possível estar a empatar o trânsito mesmo quando se vai a pouco mais de 120 na auto-estrada (!); quando apanhei um carro a andar mais devagar que eu voltei para a fila do meio, enfim,  parecia mesmo que fazia daquilo vida. Mas não, aquela foi só a primeira vez. E que bem que correu, nem uma buzinadela ouvi. Nem uma para amostra! Quase 4 anos depois de ter tirado a carta consegui conduzir 24km sozinha e sem stresses! Quando estacionei o carro à porta do meu prédio ainda estava em estado de choque com a experiência. Claro que ainda tenho coisas a melhorar e inseguranças para resolver, mas espero que com o tempo e a experiência tudo isso vá desaparecendo. Por agora estou contente com este pequeno passo. As minhas inseguranças têm por hábito dificultar-me um bocadinho a vida, é isso que as malvadas fazem, sempre!, e o meu trabalho é ganhar coragem para lhes fazer frente e, aos poucos, conquistar estas pequenas coisas que para as outras pessoas são tão normais.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:31

Go get it! | Nivea body milk para duche

por Marisa Furtado, em 09.04.14

Ok, sei que isto não é propriamente uma novidade mas só agora pude testar o mais recente produto da Nivea, o hidratante corporal para usar no duche. No verão passado, quando ainda não havia destas modernices, costumava usar uma versão home made destes produtos. Depois de um dia passado na praia, com a pele toda ressequida do sol e da água salgada, passava óleo de bebé ainda no duche, depois do gel de banho, e o resultado era uma pele impecável, sem precisar de pôr creme depois. Sempre gostei de usar estes óleos para hidratar a pele em profundidade mas detestava o tempo que demoravam a ser absorvidos. Ao usar o óleo no duche elimina-se esse problema: é absorvido num piscar de olhos e dá à pele um aspecto muito saudável. 


Bem sei que a hidratação é um cuidado obrigatório a ter ao longo do ano e não se deve ficar apenas pelo rosto. Mas a verdade é que no inverno descoro bastaste a hidratação corporal. Está frio, usamos mais roupa e a última coisa que quero é estar à espera que o creme seja absorvido para me poder vestir porque, caso contrário, fico com as skinny jeans e as camisolas de malha coladas ao corpo. Bonito ãh? E também não acho que o óleo de bebé seja necessário nesta altura do ano porque a pele não está sujeita a tantas agressões, por isso acabo por não usar nada e rezar para que a percentagem mínima de hidratante presente no gel de banho seja o suficiente. Mas não é e o resultado desta negligência é, obviamente, pele seca. Agora com este produto da Nivea esse problema já não existe. Estava um bocadinho céptica ao início, achava que aquilo não ia fazer nada, mas faz! A pele fica muito suave e hidratada. Porém... quando chegar a altura de alapar o rabo na praia - meu Deus, ainda falta tanto... - acho que este condicionador corporal não vai ser o suficiente para cuidar da pele. Parece-me que vou precisar de uma coisa mais intensa. Mas enfim, nada como esperar para ver. Por agora é um dos meus must-haves para o duche. Vende-se em supermercados e ronda os 4€.



 


 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:54

Look | Tweed jacket

por Marisa Furtado, em 08.04.14

E pronto, parece que o inverno foi finalmente pregar para outra freguesia! Ainda não acho que esteja calor, que isso, para mim, só acima dos 27 graus, mas já estão umas temperaturas simpáticas que nos permitem sair com roupas mais levezinhas. Ainda não guardei as malhas no fundo do armário mas agora opto pela malha mais fininha e por casaquinhos mais frescos, como é o caso deste em tweed. Comprei-o nos saldos da Zara, há cerca de dois anos, por um valor irrisório e num instante transformou-se numa das minhas peças de eleição para estes dias amenos. É uma peça intemporal, imortalizada pela Chanel, com muito estilo e glamour, perfeita para misturar com outras mais trendy para looks mais out of the box. 


 




Óculos - Asos

Casaco - Zara

Crop top - Zara

Leather pants - Pull&Bear

Sabrinas - H&M

Mala - Parfois

Colar - Stradivarius
















 


 


 


 


 


Aqui ficam mais alguns looks para se inspirarem:


 




Rosie Huntington-Whiteley





Olivia Palermo





Miranda Kerr





Emma Watson





Lovely Pepa





Devon Rachel




Rachel Zoe






Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:44

On my mind | Nude shoes

por Marisa Furtado, em 07.04.14

Há uns dias apercebi-me de uma falha enorme na minha pequena colecção de sapatos: não tenho uns sapatos nude nem uns pretos! Tenho muitas sandálias, sabrinas e botins mas sapatos fechados, clássicos, nem um para amostra. A falha dos pretos é mais grave mas é pelos nude que ando a suspirar. Não é que me tenham feito falta até agora, claramente, mas assim que dei por esta falha comecei a imaginar um sem número de coordenados giros que conseguiria fazer com peças que tenho no armário se tivesse um par destes fofinhos para pôr nos pés.


 


 



Sem título #39


 


 


Sem título #37


 


 


Sem título #38


 


 


Sem título #40


 


 


Sem título #40


 


Já andei a ver o que há nas lojas do costume e fiquei super desiludida com a oferta. A maioria das marcas aposta muito nas peças tendência e pouco nas intemporais, é uma pena. Vale-me a Zilian que lançou agora a colecção Essentials que tem estes sapatos clássicos que ando à procura com saltos de vários tamanhos. E é também aqui que esta marca se diferencia das outras. Os sapatos da Zara, por exemplo, variam entre os saltinhos minúsculos que mal se notam e os stilettos de 12 cm. Mas porquê? Porque é que não apostam nos saltos médios? Qualquer mulher gosta de se passear em cima de uns sapatos de salto, e eu não sou excepção, mas também acho que todas as mulheres prezam o conforto e não há nada pior que dores nos pés que é o que os sapatos vertiginosos da Zara me causam. Ando a namorar os nude em pele da Zilian de 8cm que têm todo o ar de serem a coisinha mais confortável do mundo. O meu aniversário está quase aí... pode ser que tenha uma surpresa!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:23

Divulgação | A Gaja

por Marisa Furtado, em 02.04.14

Conheci a Raquel quando trabalhava no jornal mas, com muita pena minha, na altura pouco falámos. Eu trabalhava no 24Horas, ela trabalhava na revista do DN e raramente nos cruzávamos. Porém, das poucas vezes que tive trabalhos conjuntos com ela percebi que era uma miúda muito descontraída, divertidíssima, super despachada, com resposta para tudo e óptima colega! Ela não se deve lembrar mas, uma vez, safou-me um trabalho à grande e, sem saber, livrou-me de um raspanete descomunal da minha chefe. Obrigada Raquel.
Foi pelo Facebook que a fui conhecendo melhor, pelas coisas que ela por lá escrevia, devaneios sobre as peripécias que lhe aconteciam, comentários em tempo real a programas de televisão ou crítica social. Eram muitas as gargalhadas que dava com aquelas pérolas e várias vezes me perguntei porque raio não criava ela um blog naquele registo divertido. E não é que parece que ouviu os meus pensamentos? Não criou um blog mas criou uma página temática no Facebook: A Gaja. E porque é que A Gaja é uma página onde vocês têm o-bri-ga-to-ri-a-mente de fazer like? É simples. A Gaja é um projecto de humor onde podem encontrar reflexões sobre relações, homens, mulheres, sexo, televisão, e agora dizem vocês "Mas olha lá, eu não preciso fazer like n'A Gaja para ler sobre esses assuntos! A revista Maria também tem isso tudo!", certíssimo. Mas aqui é melhor. Porquê? Porque em vez das reflexões conservadoristas e cor-de-rosinhas que encontram noutros sítios, aqui é tudo abordado de forma descomprometida e mordaz. Ah, e por uma mulher! Que não pensem que só os homens é que têm direito e jeito para brincar com essas coisas. Até nisso o nome é provocador. Há quem ache que "gaja" é uma maneira muito pouco simpática de se referir a uma mulher mas, afinal de contas... o que é que deve ser uma mulher? Uma senhora ou uma gaja? Deve ser bem comportadinha e nunca partir um prato, ou mandar as convenções às urtigas e ser, simplesmente, humana, com toda a complexidade que lhe está associada? Ah pois é, meus amigos, também há muita filosofia por detrás disto! Ou pensavam que a Raquel era só miúda com piada? Não, não! Também é bem inteligente e quer-nos pôr a todos a pensar nestes temas fracturantes. 
























 


 


Estas são algumas das preciosas lições que A Gaja tem para vos ensinar. E não pensem que estou a ser irónica, que já vi muita rapariga de leggins e crop tops!! Nem sabem o mal que isso me faz à vista. Se virem alguma por aí à solta não a reencaminhem para uma personal stylist. Falem-lhe n'A Gaja que é mais barato e ela percebe a mensagem na mesma.
Tudo o que lá encontram, desde os textos aos memes, é feito por ela e escusam de ir à procura de páginas do mesmo género que não vão encontrar. O conceito é inovador. A Gaja não só tem piada como é avant-garde e, em menos de nada, ultrapassou os 6000 likes. Vão mesmo querer ficar de fora?!


 


 


 


Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:48

Wishlist | Birthday!

por Marisa Furtado, em 01.04.14

Daqui a uns dias faço anos, já a 12 de Abril, e, apesar de não ter vontadinha nenhuma de fazer festa/jantar/um get together qualquer, tenho imensas ideias de prendas que gostava de receber! Será que isto resulta assim? Não fazer nenhuma festarola e mesmo assim receber prendas? Ou será que as prendas obrigam a um bom velho convívio? Não sei... o que é certo é que de há uns anos a esta parte não me apetece fazer nada para festejar a data mas depois acabo sempre por fazer qualquer coisa. Não é por não gostar de fazer anos, que gosto, mas aborrece-me estar a pensar em sítios para ir, o que comer, e os preços? ai meu deus os preços!, não pode ser nada muito caro, mas tem de ser em bom!, fazer a lista das pessoas que tenho de convidar, rever a lista 30 vezes e chegar à conclusão que me esqueci de alguém, gerir os sins, os nãos e os talvez da guest list até ao último minuto, pensar no que vou vestir... aaaaaai que aborrecimento! Não devia ser ao contrário? A pessoa fazer anos e não ter de se preocupar com nada? Os amigos que se juntem e organizem qualquer coisa! Assim como faziam os nossos pais quando éramos pequenos. Dizíamos quais eram os amiguinhos que queríamos na nossa festa e puf, como que por magia, no dia estava lá toda a gente com tudo a que tinham direito: muitos bolos, sumos, sandes de fiambre cortadas em triângulos e gomas. Confesso que estas regras da vida adulta me fazem muita confusão. Por exemplo: porque é que o aniversariante tem de levar um bolo para o trabalho no dia de anos? Porquê? Onde é que isso está escrito? Não deviam ser os colegas fofinhos a fazer um bolo enorme, cheio de chocolate, para oferecer à pessoa que faz anos? Cá para mim o mundo está todo ao contrário e eu é que estou a ver as coisas com clareza. Então uma pessoa faz anos e na noite anterior ainda tem de se enfiar na cozinha a fazer um bolo para os outros comerem? Eu nem gosto de cozinhar! Neste dia o aniversariante não deve apaparicar mas sim ser apaparicado! É simples. Não percebo como é que ninguém põe estas doutrinas em causa.


Bom, mas vamos aos presentes, que é isso que interessa nesta data! O que eu queria mesmo, mesmo muito receber era uma mala Céline.


 






Sem título #35





Como são todas giras e não me consigo decidir podia ser qualquer uma. Mas, ao que sei, ainda nenhum dos meus amigos ganhou a lotaria nem o meu homem pode esbanjar assim 1000€, que lá em casa estamos em contenção de custos. Por isso, e para tornar a coisa mais realista, a minha wishlist verdadeira é esta:


 




Mala Zara, 39.95€. Reparem como pisca ao olho à Céline ali nas abas!







Saia Zara, 22.95€







Estes ténis já fazem parte da mobilia do blog. Sim, são da Zara e custam 49.95€







Preciso destas sandálias como de pão para a boca. Zara, 29.95€







Colar com letra (com o M em vez do S), Loja das Jóias, 35€







Cristo Redentor, Loja das Jóias, 29€







Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:49

Pág. 2/2



talk to me!

theallengirlblog@gmail.com

Mais sobre mim

foto do autor


passaram por cá



no tumblr

Allen girl

no polyvore

my Polyvore

no pintarest

Pinterest

Follow



Comentários recentes

  • Sara

    Desculpem mas eu AMEI este champo seco. Comprei em...

  • Carla Marques

    E os comentários dos defensores do piropo no Faceb...

  • isabel

    Quem consegue sair de casa e deixar para trás um r...

  • Marisa Furtado

    Não! Apeteceu-me apenas mudar-lhe o nome e o visua...

  • Pedro Neves

    Por momentos pensei que o blog estaria de saída do...



Pesquisar

  Pesquisar no Blog