Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




On my mind | Tattoos

por Marisa Furtado, em 22.04.14

Sempre tive uma relação muito pudica com tatuagens e piercings. Quando andava na escola, ali entre o ensino básico e o secundário, a maior parte das minhas colegas enlouqueceu e desatou a fazer desenhos e furos no corpo só porque sim. Achava tudo aquilo um bocado ridículo e o resultado da famosa pressão do grupo, a que os adolescentes cedem com uma facilidade assustadora. Na altura a moda era os piercings no umbigo, que sempre achei uma coisa muito vulgar, e as tatuagens com símbolos chineses em tudo quanto era lado. Na ânsia de serem todos diferentes acabavam todos iguais. Toda a gente tinha os mesmos tipos de piercings e tatuagens nos mesmos sítios: os rapazes optavam por símbolos chineses ou dragões nas omoplatas e as raparigas pelos piercings no umbigo ou na língua e adoravam os famosos tramp stamps... Era tudo muito estandardizado, coisa que me fazia uma certa confusão especialmente no que respeitava às tatuagens que muito dificilmente aquelas pessoas iam conseguir apagar do corpo caso, mais tarde, se arrependessem. Nessa altura a única coisa que queria mesmo muito era furar as orelhas para poder usar brincos bonitos. Simples, não é? Não! Na cabeça dos meus pais isto era o fim do mundo em cuecas e iria abrir um precedente terrível para piercings no sobrolho, no umbigo e sabe-se lá mais onde. O céu era o limite! Não era. Só queria mesmo fazer um furinho em cada orelha. Só quando fiz 18 anos é que fui em frente com a decisão e, numas férias no Algarve, entrei toda decidida numa ourivesaria e pedi para me furarem as orelhas. Assim que o primeiro brinco me furou a carne fiquei sem pinga de sangue e quando me olhei ao espelho pela primeira vez com brincos a trespassarem-me os lóbulos achei que ia desmaiar. Não é que aquilo me tivesse doído horrores, que não doeu, mas acho que foi o facto de ver ali dois objectos estranhos. A senhora que fez o trabalho disse-me que tinha de desinfectar a área circundante aos furos todos os dias, durante não sei quanto tempo, com água oxigenada e rodar os brincos. Acho que tive três ataques de pânico seguidos a ouvir isto. Rodar os brincos?! Se eu já estava mal disposta só de olhar para as minhas orelhas com aquilo ali, como é que ia conseguir mexer neles? Claro que com o tempo me fui habituando e aquilo na ourivesaria era só eu armada em drama queen, as usual. Porém, e apesar de me lembrar bem do que senti quando furei as orelhas, desde o ano passado que ando com ideias de fazer uma tatuagem. Bom, ainda não percebi se gostava mesmo de fazer uma ou se só gosto de ver nos outros. Acho que é mais a segunda. Quando me imagino com 80 anos, cheia de peles e com uma coisa escrita no braço, perco logo a vontade. Continuo a achar horríveis as tatuagens com símbolos chineses, golfinhos, símbolos tribais e coisas do género, mas a verdade é que acho que as tatuagens pequeninas feitas em sítios improváveis, podem ter imensa classe. Se algum dia fizer uma será certamente uma frase qualquer ou uma palavra escrita com letra muito fininha no interior do cotovelo. Também gosto das que são feitas na parte de trás do pescoço, no antebraço, no pulso e nas costelas. São sítios que, mesmo quando se tem a pele à mostra, nem sempre se vêem e é por isso que acho bonito. Quanto mais discretas melhor. Ficam alguns exemplos.


 


 


 




Lovely Pepa





Blonde Salad






Blonde Salad





Zoe Saldana







Dianna Agron







Blonde Salad


Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:58



talk to me!

theallengirlblog@gmail.com

Mais sobre mim

foto do autor


passaram por cá



no tumblr

Allen girl

no polyvore

my Polyvore

no pintarest

Pinterest

Follow



Comentários recentes

  • Carla Marques

    E os comentários dos defensores do piropo no Faceb...

  • isabel

    Quem consegue sair de casa e deixar para trás um r...

  • Marisa Furtado

    Não! Apeteceu-me apenas mudar-lhe o nome e o visua...

  • Pedro

    Por momentos pensei que o blog estaria de saída do...

  • Restaurante A Mexicana

    Sr. Miguel Diniz, obrigado pelo elogio!Quanto ao p...



Pesquisar

  Pesquisar no Blog