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On my mind | Eau de Parfum

por Marisa Furtado, em 11.03.14

Qualquer pessoa que entre na casa de banho cá de casa percebe que sou obcecada por perfumes. Na verdade, eles tomaram conta daquela divisão e estão por todo o lado, mas devidamente organizados de acordo com as minhas preferências. Sou o perfeito exemplo do que é ter filhos e enteados: os mais caros, que também são aqueles que uso mais, ficam mais à mão de semear, ao pé do espelho de aumentar - aliado para a maquilhagem! - e os outros, os mais baratinhos e que uso "só para ir ali comprar pão" ficam na prateleira ao pé dos cremes.
Acho que é importante investir num bom perfume e, se conseguirmos, sermos-lhe fiel para termos um determinado aroma que nos defina. Eu, confesso, não consigo. Invejo quem usa o mesmo perfume durante anos ao ponto de os restantes associarem 'aquele' cheiro 'aquela' pessoa. Eu uso o mesmo perfume durante uns meses mas depois preciso mudar e sentir outro aroma. É por isso que tenho dois perfumes para o inverno e dois para o verão. No mínimo. Yeah, I'm crazy. 









Há três anos por alturas do verão fiz o meu primeiro grande investimento em perfumes: comprei o meu primeiro Chanel, o Chanel Chance. É o meu orgulho! Há quem queira uma carteira Chanel, "daquelas clássicas que dão bem com tudo" mas eu só queria um perfume elitista que fosse diferente de tudo o que as outras pessoas usavam e que definisse o meu estilo. Acertei na mouche. Tem um cheiro super agradável, é fresco, sensual, suave e tem imensa classe. Usei-o o verão inteirinho mas assim que os meses frios se começaram a aproximar tive de mudar. E foi aí que entrou o Dolce&Gabbana The One, muito chique, quente e doce com óptima fixação. Se o puser de manhã à noite quando me vou deitar ainda o sinto. No verão seguinte achei que precisava de outro perfume fresco porque o meu Chanel estava quase a acabar e, pumba, comprei o Acqua de Gioia. Gosto dele por ser diferente dos perfumes que uso habitualmente nos dias quentes, é fresco mas muito forte, quase masculino. Mesmo que o use durante meses o nariz nunca chega àquela altura de habituação em que já não sente o aroma. É óptimo para usar num jantar, por exemplo. Acho que à noite precisamos de um aroma mais fearless, que se destaque no meio do cheiro das comidas, ou do tabaco, ou até mesmo dos perfumes renhónhós que as outras pessoas usam.
O Chanel Mademoiselle, como se pode ver pelo frasquinho cheio, é o membro mais recente desta família mas já andava a chorar por ele há muito tempo. Há dois anos eu e o meu homem fomos a Praga e enquanto esperávamos pelo voo de regresso fomos fazer tempo para as maravilhosas lojas do aeroporto. Perco-me nestes sítios, especialmente nas lojas que vendem embalagens xxl de Toblerone e perfumes de luxo a preços fofinhos para a carteira. Cheiro tudo, borrifo os perfumes que mais gosto naquelas tiras de papel e ponho tudo dentro da mala. Depois estou semanas com uma misturada de cheiros à tira colo que ninguém aguenta. Mas eu gosto. Bem, foi nessa viagem que o meu delicado nariz conheceu o Mademoiselle. A partir daí sempre que ia a um centro comercial tinha de ir a uma perfumaria borrifar-me com ele e fazer olhinhos de Bambi alternados entre o perfume e o meu homem. O perfume e o meu homem que, no Natal passado, e, certamente, cansado de me ouvir, lá me ofereceu o frasquinho cor-de-rosa. Fiquei histérica! Adoro-o, gosto imenso das linhas clássicas do frasco que lembram o Chanel n.º 5
 e tal como o Chance tem imensa classe, é muito distinto, elegante e tem uma fixação perfeita. Por muito bem que cheirem os perfumes das lojas de vestuário, que são bem mais baratos que os que mencionei, não chegam aos calcanhares de um bom perfume. Uma pessoa borrifa-se toda e passadas umas míseras horas já se evaporou tudo e, para além disso, são cheiros... vulgares, à falta de melhor palavra. Não têm notas que os distingam, não ficam na memória e, provavelmente, cruzamo-nos todos os dias na rua com meia dúzia de pessoas com o mesmo cheiro que nós. Major deal breaker. E isto não acontece necessariamente com perfumes de 15€. O exemplo mais flagrante que posso dar é o do unissexo mais usado de sempre: o CK One. É um cheiro que se reconhece a léguas, já está extremamente batido, e houve aí uma altura em que toda a gente cheirava a isso. Toda a gente!, que enjoo.






Depois há os outros. Aqueles que uso só para dar um ar de sua graça quando vou ao supermercado, ou à padaria. Normalmente são recambiados para esta prateleira aqueles de que já me fartei ou que não são assim grande coisa, como é o caso do da Zara que é o exemplo perfeito de uma compra feita por impulso. Comprei-o o ano passado, acho que custou uns 20€, na altura gostei muito do cheiro e resolvi ignorar tudo aquilo que sei sobre o assunto: na grande maioria das vezes os perfumes de lojas de roupa são fracos. Não têm qualidade. Evaporam-se em três tempos. Comprei-o na mesma e aconteceu o expectável: depois de o usar algumas vezes fartei-me. O aroma evapora-se num instante, tinha de andar sempre com uma miniatura na mala para ir pondo durante o dia, e não tem aquelas notas distintas que o tornem único. Não surpreende. O Tommy Girl foi o meu perfume da adolescência que transitou para a vida adulta nem sei bem como, mas também já deu o que tinha a dar. Este frasco deve ter uns cinco anos e só ainda não foi fora porque não calhou. Não é que não cheire bem, que cheira, mas é fortíssimo ao ponto de me fazer dores de cabeça. 
Desengane-se quem pensa que a Clinique só produz bons cremes e boa maquilhagem. Este Happy é assim uma espécie de paixão antiga, foi o único que usei praticamente um ano inteirinho. Não sei porquê mas sempre que os perfumes que gosto chegam quase ao fim deixo de os usar com tanta frequência para durarem mais tempo. Tem um cheirinho óptimo, é bem fresquinho, mantém-se na pele o dia inteiro e é diferente de tudo o resto que por aí anda pelo mesmo valor. Mistura notas frutadas, como a toranja, com as florais e o resultado é fantástico.

Se puderem invistam num bom perfume. Só num! Não precisam de fazer como eu que tenho uma mão cheia deles. Acho mesmo que é aquele toque final fundamental sem o qual não se pode sair de casa. Eu sinto-me nua se me esquecer de pôr perfume. Para mim é como uma peça de roupa, é algo que nos distingue, que serve para expressar a nossa individualidade e um perfume sem personalidade nenhuma, igual ao que toda a gente usa, arruína por completo tudo isso. Já dizia Christian Dior que o perfume de uma mulher diz mais sobre ela que a própria caligrafia. E olhem que o homem sabia do que falava!

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publicado às 10:59


1 comentário

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De A.stylist a 11.03.2014 às 11:29

Também uso o Chance Chanel e adooooooroooo de paixão.

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