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Música para os meus ouvidos

por Marisa Furtado, em 17.03.14

Sou uma viciada em música assumida. No trabalho passo o tempo quase todo de fones nos ouvidos, quando ando de transportes vou completamente submersa no meu mundinho com a respectiva banda sonora, em casa perco-me no itunes durante horas a procurar músicas novas ou outras que já conhecia mas não me lembrava e um dos meus piores pesadelos é perder as músicas que tenho no iPod, que tem tudo dividido por pastinhas com o estilo musical de cada uma ou de acordo com determinados moods: música para acordar, música para ouvir ao final do dia, os oldies ou aquelas que vão mesmo bem quando recebemos pessoas em casa para jantar. Conheço pessoas que dizem, cheias de orgulho, que não gostam de música e confesso que me custa a entender como é que tal coisa pode ser possível. Percebo quando me dizem que não gostam de brócolos, ou do frio, ou de fazer exercício. Tudo coisas que nos sabem mal ou nos podem causar algum desconforto, mas... não gostar de música? De nenhum tipo de música? De nenhum cantor ou de uma qualquer que tenha passado na rádio ou que faça parte de um filme? Não consigo mesmo perceber. Tenho esperança que digam isto só porque querem ser diferentes e que um dia a maluqueira lhes passe.


Como sou muito ecléctica, aquilo que ouço vai desde o pop mais cor-de-rosinha, a música alternativa, R&B, algum hip-hop e música clássica - descobri o trabalho de Luduvico Einaudi quando vi o filme Intouchables e fiquei rendida - no entanto, é raríssimo ter álbuns inteiros no iPod, é mais comum ter duas ou três músicas de cada mas, de tempos a tempos, lá aparece uma coisa mesmo, mesmo boa que me deixa completamente viciada. É raro, mas acontece. Há dois anos foi a edição especial do 1.º álbum da Lana del Rey, a Paradise Edition. Contei os dias para a data de lançamento mas quando começaram a chegar ao youtube as leaks não resisti e acabei por ouvir tudo por lá. É absolutamente perfeito, do princípio ao fim. É pena que cante tão mal ao vivo...
O ano passado foi um bom ano porque descobri a música novinha em folha da Lorde, a miúda neozelandesa com um som completamente diferente do que se estava a fazer até ali e com letras cool e careless. Bastou uma tarde de trabalho com os fones nos ouvidos para ficar viciada no álbum inteirinho. E este ano fui surpreendida pela Beyoncé! Nunca lhe tinha dispensado muita atenção, reconhecia-lhe o talento, gostava de três ou quatro músicas e admirava-a por conseguir fazer coreografias complicadíssimas em cima de uns saltos vertiginosos. Há que admirar uma mulher que consiga tal proeza. Entretanto lançou o visual álbum e tudo mudou. Achei a ideia ousada e original, os vídeos estão extremamente bem realizados, ela está perfeita, as músicas têm um beat viciante mas aquilo que mais gosto são as letras, quase todas provocantes e que espelham a mudança de menina para mulher. Uma mulher que, no fundo, todas nós queremos ser: confiante, forte mas com fragilidades - ai o ciúme -, sensual e divertida. Não sei se esta Beyoncé já existia e só eu é que não a via mas a verdade é que só agora lhe descobri este lado menos ameninado. E gosto!
Como durante o ano é raro ir a algum concerto, no verão vingo-me nos festivais. Ou melhor, num festival: o Optimus Alive. É de todos aquele que me enche as medidas. Foi ali, no Passeio Marítimo de Algés, que tive a sorte de assistir a um dos melhores concertos de sempre, o dos Depeche Mode que foi assim qualquer coisa de extraordinário. Eu que fico aflita quando estou no meio de muita gente e não consigo estar muito tempo em pé sem começar a ter baixas de tensão, nem dei pelo tempo passar. Este ano o cartaz convenceu-me a partir do momento em que anunciaram os The Black Keys como cabeça de cartaz do segundo dia. O ano passado fiquei tristíssima por não os ter visto, por isso só mesmo uma grande catrástofe me vai impedir de assistir ao concerto no Alive. Também gostava de ver Arcade Fire e Lorde, mas a rapariga sofre do mesmo mal da Lana del Rey - é um pequeno desastre ao vivo - e o Rock In Rio não faz as minhas delícias. Demasiada gente, muita confusão e muito pó. Sim, admito que não tenho alma de festivaleira. Passar a noite em tendas, banhar-me em riachos e estar um dia inteiro coberta de pó não é mesmo my cup of tea. É por isso que gosto do Alive, que tem relvinha para as pessoas se sentarem, em vez de terra batida, é muito limpinho e bem organizado. Como este ano gostava de ir aos 3 dias e o passe ainda é caro - 105€... - vou-me fazer de morta e esperar que uma alma caridosa mo ofereça nos anos, já para o mês que vem. Ou que várias almas caridosas se juntem e façam uma vaquinha para me comprarem o bilhete. É-me indiferente. Enquanto espero sentadinha vou abanado o pezinho ao som das músicas alegres, que só me fazem lembrar o verão, férias, banhos de mar e bolas de berlim e que tocam em shuffle no iPod.


 


 



 

















 

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publicado às 11:17



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