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7 passos para começar bem o dia

por Marisa Furtado, em 25.11.14
  1. Arrastar-me da cama às 7h30 da manhã depois de uma noite muito mal dormida graças ao meu querido vizinho do lado que quase às 2h da manhã tinha a p$%& televisão aos berros na RTP Informação - não há nada que odeie mais que querer descansar e não conseguir por causa do zum zum de televisões alheias;
  2. Mudar de roupa três vezes porque parece que de repente nada fica bem com nada;
  3. Mudar a tralha toda para outra mala porque a que usei nas últimas duas semanas não se coaduna com a roupa que tinha vestida;
  4. Ser obrigada a escolher entre fazer a cama ou arrumar a cozinha "que já é tarde e não tenho tempo para tudo" - nesta altura estava o meu homem a pôr cera no cabelo com toda a sua calma e a escolher que fios de cabelo ficam para cima ou para baixo;
  5. Como tenho um gato achei que seria mais importante arrumar a loiça do pequeno-almoço e a torradeira não vá o gato pôr lá as patas dentro e apanhar um choque. "Que se lixe a cama. Faço-a quando chegar a casa", pensei já a fazer beicinho porque detesto sair e não deixar as coisas arrumadas;
  6. Saio de casa a maldizer a minha vida porque "não tive tempo para fazer nada. Não gosto de começar os dias a correr. Ai, esqueci-me de preparar o lanche! E agora o que é que eu vou comer à tarde? Só há bolos cheios de creme no café do trabalho. Olha só para isto, nem tive tempo para pôr o relógio nem um colar ou uns anéis. Parece que estou nua";
  7. E para rematar pimba, caio de costas nas escadas do prédio. Cortesia da senhora da limpeza que acha que um chão bem limpo é aquele que tem enormes poças de água com lixívia.


    Bom dia.

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publicado às 10:20

Insta outfit

por Marisa Furtado, em 21.11.14

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 Trench - Stradivarius
Camisola - Pull&Bear
Blusa - Zara
Cachecol - Primark
Calças - Pull&Bear
Mala - Stradivarius
Ténis - Converse All Star

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publicado às 10:28

Done.

por Marisa Furtado, em 20.11.14

Fazer uma endoscopia com anestesia geral deve ser muito parecido a fazer-se uma cirurgia: vesti a batinha azul, fui transportada pelos corredores do hospital numa cama com rodinhas e até a tubos de oxigénio no nariz tive direito. Mais uma vez, não estava preparada para aquilo e pareceu-me tudo muito extremo. A certa altura duvidei se iria fazer só um exame ao estômago ou se iam aproveitar para me fazerem mais qualquer coisa. Sobre a anestesia, o meu maior medo, só posso dizer uma coisa: dói IMENSO!!!!! Injectaram-me a anestesia na mão e de repente parecia que me estavam a queimar a pele. Senti um ardor horrível desde a mão até ao cotovelo e depois... bem, depois nada. Adormeci e acordei passado meia-hora. Foram precisos alguns minutos para perceber que já não estava na mesma sala do exame, estava um bocado zonza, com muita vontade de continuar ali a dormir e ainda tinha o cateter espetado na mão, desta vez por causa do soro. Quando comecei a ficar mais desperta sentaram-me e trouxeram-me um chazinho e um pacotinho de bolachas Maria que me soube a pato - estava em jejum há praticamente 15h. 
O exame revelou que tenho uma coisa chamada hérnia por deslizamento que, basicamente, significa que tenho a parte superior do estômago enfiada ali entre o diafragma e o esófago, quando devia estar 'sogadito abaixo deles. Não tem cura mas há cuidados que devo ter: não comer coisas com gordura, afastar-me da comida muito condimentada, comer coisas de fácil digestão e em pequenas quantidades para evitar a distensão abdominal - eu sabia que havia uma razão lógica para não conseguir comer até rebentar como muita gente gostaria - evitar beber café, que eu tanto gosto, bebidas alcoólicas e gaseificadas. Posto isto, o que me está mesmo a preocupar muito neste momento é a minha mão. Levei a anestesia na mão direita e ao longo do dia as veias do pulso e da parte exterior do braço incharam e doem-me imenso. Não consigo segurar em nada e até o toque da roupa me provoca dores fortes. Claro que já enviei um email à enfermeira a perguntar se isto é normal. Se calhar devia era aguentar-me à bomboca com as dores e ver como estou amanhã em vez de andar a chatear as pessoas, mas não consigo. É mais forte que eu. Doi-me e preciso de saber porquê e o que é que tenho de fazer para isto passar.

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publicado às 18:01

A panicar

por Marisa Furtado, em 19.11.14

Pois que tenho andado com problemas de estômago o que em mim não é nenhuma novidade e é precisamente por não ser novidade que o meu médico achou que estava na altura de fazer uma endoscopia. Só boas notícias. Quando me deu a boa-nova morri duas vezes. A primeira quando ouvi a palavra endoscopia, comecei-me logo a imaginar a ser torturada com um tubo gigante pela goela abaixo. A segunda foi quando ele disse: "Não, não. Esteja descansada que leva uma anestesia geral."
Pausa para assimilar o que acabou de ser dito.
Hum? Como é que é? Uma anestesia geral? Mas isso não é suposto acontecer só quando uma pessoa é operada? E vou estar a dormir quanto tempo? E se não acordar? Que eu em tempos tive uma gatinha que morreu no veterinário depois de levar uma anestesia geral para ser esterilizada e esse trauma vai-me acompanhar para o resto da vida. E se eu também me ficar logo ali? Claro que não perguntei nada disto ao médico, não quero que ele pense que eu sou maluca. Fui para casa com as minhas perguntas e com o passar do tempo fui-me esquecendo do assunto. Quando me lembrava e falava disto a alguém diziam-me sempre: "Anestesia geral? Naaaaaa. Isso de certeza que é local. Deves ter percebido mal. Devem-te pôr um spray ou coisa que o valha na garganta para não sentires nada" e eu lá ia ficando mais descansada. É verdade que eu passo a vida em médicos e nunca apanho metade daquilo que me dizem. Só quero que me ponham boa e sair dali de fininho. Por isso sim, era possível eu ter percebido mal e só essa hipótese me deixava mais descansada. As pessoas ignorantes são as mais felizes, não há dúvida. 
Há bocado ligaram-me do hospital com uma óptima notícia: tinham vaga já para amanhã! Amanhã!!! Não estava, de todo, preparada para uma coisa destas, assim tão rápida. Preciso de tempo para me preparar psicologicamente e para aceitar que me vão enfiar uma mangueira na garganta. Pior: quando perguntei como era a anestesia a sr.ª do outro lado respondeu: "É uma sedação profunda. Vai estar a dormir e não vai sentir nada." Tão querida. Devia estar a pensar que me estava a aliviar ao dizer-me que eu não ia sentir nada. Mas o que me ficou a ecoar na cabeça foi a expressão "sedação profunda". Profunda. Profunda!!! Estive a um passo de começar a chorar. Nunca na minha vida levei uma anestesia geral - ou sedação profunda, como quiserem - e a ideia de me porem a dormir assim de um momento para o outro assusta-me imenso. E se o coração me pára como aconteceu à minha gata? E se eu daqui a uns meses precisar de levar outra anestesia geral por outro motivo qualquer? Será que já não posso? Ou será que posso e os riscos são maiores? Meu. Deus.
Sou um bocadinho hipocondríaca e sempre que sinto um desconforto que se mantém por mais de 3 dias vou logo a correr para o médico para saber se tenho alguma doença grave. Detesto adiar estas coisas dos médicos, gosto de estar informada e faço questão de todos os anos fazer um check up total e é claro que este exame é importante para eu saber se tenho alguma coisa no estômago que volta e meia se chateia com aquilo que como, mas sou muito muito piegas e esta coisa da sedação profunda está-me a dar cabo dos nervos. E não é só isso. Já sei que me vão enfiar um cateter no braço e que é por aí que a anestesia vai entrar. Só de imaginar já fico com quebras de tensão. Há uns anos tive outro episódio de dores de estômago e no hospital enfiaram-me a porra do cateter no braço para me injectarem uns medicamentos quaisquer. Assim que vi aquilo desatei a chorar convulsivamente. Entrei em pânico. A enfermeira ficou muito assustada, perguntou-me o que se passava e, entre lágrimas e soluços, lá consegui dizer: "Isto aqui no braço faz-me muita impressão, não consigo andar com isto aqui. Não consigo!" Sim, é verdade, isto aconteceu. É que faz-me mesmo impressão ver aquele bocado de plástico ali agarrado à minha pele... meu Deus, até me custa imaginar. Amanhã vou tentar não me enervar muito - ... - para me concentrar e colocar todas aquelas questões ao anestesiologista. Só não prometo não desatar a chorar quando me chamarem na sala de espera.

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publicado às 17:21

Look | Chapéus há muitos

por Marisa Furtado, em 12.11.14

E giros! Fiquei vidrada neste da Stradivarius e noutro do mesmo género mas grenáDão imenso jeito para aqueles dias de chuva miudinha, são o acessório perfeito para rematar qualquer look e transformam os dias cinzentos de outono em dias mais alegres e com muito mais pinta.

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Mais, para inspiração:

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 Todas as imagens via Pinterest.

 

 

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publicado às 11:19

Rota dos restaurantes - Bastardo

por Marisa Furtado, em 11.11.14

"Cozinhamos em português mas misturamos culturas, estilos e conceitos numa cozinha tradicional, apaixonada, divertida e em movimento. Misturamos o 8 com o 80 e tentamos agradar a Gregos e a Troianos." É assim que o Bastardo, o restaurante do International Design Hotel, se descreve e, de facto, não há melhor forma de o fazer. No menu o risotto, o bacalhau e a moamba convivem em perfeita harmonia. Mas há mais: porco, polvo, pato, cozido e até a famosa francesinha. Daqui ninguém sai de estômago vazio, há pratos para todos os gostos.
Como andava há que tempos a sonhar com risottos foi mesmo isso que pedi, um risotto de abóbora envolvido em queijo. Não sei que queijo era aquele mas cheirava muito, muito bem e tinha um sabor intenso delicioso e o arroz estava com a goma mesmo no ponto. Foi o melhor risotto que já comi, estava muitíssimo bem confeccionado e aquele cheirinho do queijo... só de me lembrar já fico com água na boca. 

Quem vê o hotel de fora, com aquela fachada roxa pombalina lindíssima, não imagina o que lá vai dentro. O restaurante tem uma decoração moderna com uns apontamentos kitsh nos quadros e as refeições servem-se ao melhor estilo vintage português. Há tachinhos, marmitas de tampa vermelha - que clássico meu Deus! - azulejos, caixinhas feitas de Lego, pratinhos carregados de flores. Enfim, parece que fomos almoçar a casa da avó mas não, estamos mesmo ali de frente para o Rossio. Ficam as fotografias.

 

A comida

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O couvert num cestinho de Lego.

 

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O amuse bouche.

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Sopinha de legumes. Clássica, espessa, com bocadinhos de cenoura por passar.

 

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O risotto. Dá vontade de mergulhar para dentro da marmita. Tão bom.

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A moamba. Foi o que o meu homem comeu e só lhe fez elogios. Eu não posso comentar porque comidas a boiar em molhanga nunca foram o meu forte. Gostos.

 

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A sobremesa: abacaxi com vinho do Porto.

 

 O espaço

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Adorei estes janelões com vista para o Rossio

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O Bastardo serve almoços, lanches e jantares. Não deixem de fazer uma visita porque vale mesmo a pena. O espaço é muito giro e acolhedor e a comida... bem, já se passaram 4 dias e ainda estou a pensar naquele risotto.

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publicado às 10:11

Insta outfit

por Marisa Furtado, em 05.11.14

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Parka - Pull&Bear (ano passado)
Macacão - Pull&Bear
Botins - Stradivarius

 

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Camisa - Pull&Bear (ano passado)
Tank top - H&M (antigo)

Calças - Pull&Bear
Sabrinas - Stradivarius (antigas)

 

 

 

 

 

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publicado às 10:30

Amizade com ex: sim ou não?

por Marisa Furtado, em 04.11.14

Há dias em conversa de almoço surgiu a pertinente questão: afinal é ou não possível sermos amigas/os dos/as nossos/as ex-namorados/as? E, mais importante: valerá a pena? Como conheço algumas pessoas capazes de tamanha proeza, a resposta até poderá ser que sim, que é possível. Mas, valerá a pena?! A minha resposta é simples: um grande e redondo NÃO., mas lá está, as tais pessoas que conheço que seguem a filosofia oposta têm, como é lógico, outra opinião. O argumento é sempre o mesmo: "Porque é que temos de excluir da nossa vida alguém que em tempos foi tão importante para nós?". A mim parece-me que a expressão-chave aqui é "em tempos". Em tempos aquela pessoa parecia ser a tampa do nosso tacho, mas depois vai-se a ver e afinal não é. Em tempos aquela pessoa pareceu-nos uma boa ideia, mas depois vai-se a ver e a única coisa que ouvimos cá dentro é "onde é que tinhas a cabeça?!". Em tempos aquela pessoa parecia ter tudo a ver connosco, mas depois nós mudámos e a outra pessoa estagnou, ou vice-versa, e as coisas deixaram de fazer sentido. E depois há 'a' questão: não há nenhuma relação que acabe bem, ou se há são muito poucas. Normalmente as coisas começam a dar para o torto porque alguém se fartou e isso desperta na outra pessoa sentimentos de raiva, tristeza, frustração que se manifestam nas mais diversas atitudes estúpidas. Por muito bem que as pessoas se dessem no durante, é certo que no depois as coisas têm tendência a azedar. Há discussões que se arrastam, há gritos, há insultos, uns piores que outros, há atitudes mesquinhas, há revirar de olhos, chantagens emocionais, desgaste psicológico e isto tanto pode durar semanas como meses, dependendo da resistência de cada um, até a coisa estalar de vez e ir cada um para seu lado. Ah!, e ainda há aqueles/as psicos que mesmo quando tudo termina se armam em detectives e seguem os passinhos da ex-cara-metade, ligam-lhes desesperados de madrugada e entopem-lhes o telemóvel com mensagens. Posto isto, quem é que no seu perfeito juízo quer ficar amiga/o de alguém neste estado? E mesmo que deixem passar uns bons meses para a poeira assentar... será que ainda faz sentido haver uma reaproximação? O que é que se vai fazer? De que é que se vai falar quando, possivelmente, a última conversa terminou com um "Vai à merda, nunca mais te quero ver"? Quem é deixado quer ser "amigo" da outra pessoa para poder estar perto dela, sem perceber que isso só o magoa, quem deixa... bem, quem deixa quer tudo menos andar com o ex à perna a combinar cafés e almocinhos. Até consigo perceber que no início a coisa custe, que queiramos saber qualquer coisa da outra pessoa, ainda que esporadicamente, mas ao fim de um tempo... what's the point? Eu nem quero saber como é que a outra pessoa está. O que é que tem feito, por onde anda. Não quero saber. Não me interessa. "Nem uma inocente troca de mensagens?!" Não, nem uma miserável troca de mensagens. Eu sou pelo cortar o mal pela raiz. Se depois de muita conversa e muitas tentativas se chega à conclusão que a coisa não dá mesmo vai cada um para seu lado e pronto. A vida continua. E continua muito bem, sem toda aquela awkwardness de tentarmos forçar uma amizade que nunca será igual a todas as outras porque, com este "amigo", já partilhámos a cama, já o vimos nu, ele já nos viu nuas... enfim, há todo um passado amoroso que não se coaduna com uma amizade normal livre de todos esses constrangimentos. E se a equação para isto resultar for cosmopolitans plus scotch equals friendship with an ex é porque a coisa não está mesmo destinada a acontecer.

 

 

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publicado às 10:23


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