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Sei Lá vs. Sexo e a Cidade

por Marisa Furtado, em 31.03.14

Advertência: tudo aquilo que está aqui escrito é apenas baseado no trailer do filme Sei Lá, e parece-me ser o suficiente. 


Soube da existência deste filme a semana passada através de um blog. Estava apresentado como um filme muito divertido, que as mulheres iam adorar e que deviam ir vê-lo com um grupo de amigas. Um filme para mulheres, portanto. Depois de ver o trailer percebi que  este até podia ser um filme para mulheres mas não era, sem dúvida, um filme para esta mulher. Disse-o na minha página do Facebook e percebi que não era a única, afinal havia mais que não se reviam naquilo. Pronto, assunto arrumado. Pensava eu. No passado sábado o Jornal das 8 da TVI apresentou uma peça sobre ele tentando compará-lo com o Sexo e a Cidade, a Judite de Sousa descreveu-o como "uma espécie de versão de Sexo e a Cidade à portuguesa". Assim de repente não estou a ver o que é uma espécie de versão do Sexo e a Cidade à portuguesa, mas deve ser algo que não tem nada a ver com o Sexo e a Cidade. Ora bem, meus amigos, vamos lá ver uma coisa: um filme, ou uma série, para poder ser comparado com o SATC - sigla em inglês para me facilitar a escrita - não tem apenas que ter quatro mulheres bem vestidas como figuras centrais que passam a vida a falar de sexo. Lamento, mas há muito mais que isso. Se a série americana fosse só isso não tinha tido, certamente, o êxito que teve. O Sexo e a Cidade aborda sexo, sim, homens, a própria cidade de Nova Iorque, moda, filhos, amizade, trabalho, a redefinição do papel da mulher na sociedade... é uma série sobre mulheres. Mas o Sei Lá é, claramente, um filme sobre homens. E não há mal nenhum nisso! Aquilo que é mostrado no trailer, que é suposto ser um conjunto de cenas retiradas de um filme e que, em 2 minutos, mostre às pessoas qual a história e o conteúdo do mesmo, são quatro mulheres que passam a vida a falar dos homens, todo o filme gira à volta deles e do comportamento deles e foi feito para os incomodar. Dizia a voz off da reportagem que é "impossível não fazer comparações com a série norte-americana". A sério? É impossível não fazer comparações? Acho que impossível é comparar as duas coisas da forma como o estavam a tentar fazer. Mas a parte mais gira da peça, e que motivou este meu texto, foi a Rita Pereira - que faz parte do "elenco de luxo" - dizer que, sim, o filme é um Sexo e a Cidade à portuguesa "sendo que este livro [Sei Lá, da Margarida Rebelo Pinto] foi escrito quando ainda não havia o Sexo e a Cidade, isso é de salientar". Oi? Estaria a Ritinha a sugerir que a Margarida Rebelo Pinto viu aquele universo representado na série americana muito antes dos produtores e das pessoas que a escreveram? Ou então que foi a Candace Bushnell que leu o Sei Lá, achou aquilo genial e foi a correr fazer um livro parecido? Espero que não, até porque o que ela diz está errado. O SATC começou com o livro com o mesmo nome, da Candace Bushnell, que foi publicado em 1997, a série estreou em 1998 e o Sei Lá, da Rebelo Pinto, foi publicado em 1999. Mas a peça apresentada pela TVI girou sempre à volta disto: que era muito semelhante ao SATC, que a série americana teve muito sucesso e que o livro da Margarida também foi um best-seller a uma escala inédita em Portugal. Não percebo esta necessidade das pessoas se valorizarem ou valorizarem o seu trabalho comparando-o, à força, com outra coisa remotamente parecida. Mas se, mesmo assim, o quiserem fazer convém não mandarem postas de pescada para o ar a ver se pega e saberem, de facto, do que é que estão a falar. Isto é que é da salientar! Mas a Rita Pereira não se fica por aqui, disse ainda que este é um filme que os homens vão querer ver porque querem saber como é que, realmente, as mulheres pensam. Epá... não Rita. Não é assim que as mulheres pensam e espero que os homens que forem arrastados para as salas de cinema para ver o filme sejam pessoas inteligentes e percebam que aquilo é uma caricatura, não é uma representação fiel do mundo feminino. Se estiverem realmente interessados em entrar nesse universo vejam o SATC, não o Sei Lá. Aquele universo feminino que vi no trailer pareceu-me extremamente forçado, numa tentativa de representar o feminismo mas visto do avesso - feminismo não é aquilo! -, e cheio de estereótipos: "Catarina, a bem casada, mãe de filhos e casa em Belas e o marido, o Bernardo que... enfim" ou a personagem da Ana Rita Clara, que parece que agora é actriz, cuja personagem "trata os homens como eles nos tratam a nós". Eu nem sei bem o que isto quer dizer! O que é isso de tratar os homens como eles nos tratam a nós? É que, no mundo masculino, tal como no feminino, há homens interessantes, inteligentes, que prezam o conceito de família e depois há os outros que, por alguma razão, não querem ouvir falar em compromissos, só querem dar umas quecas e passar à próxima e penso que são bastante claros em relação a isso. Cabe-nos a nós, mulheres, saber ler nas entrelinhas para perceber qual deles temos à frente. "Conheci o Francisco num jantar de amigos, saímos umas quantas vezes, fomos para a cama outras tantas, mas há duas semanas que ele não me liga! Os homens são todos uns cabrões/idiotas/básicos!" pois, mas se calhar o Francisco, numa daquelas saídas, disse que tinha acabado uma relação de longa data porque descobriu que a namorada o andava a trair. Isso é um sinal claro que aquilo que o Francisco quer é dar umas voltas para desanuviar e, talvez, daqui a 3 anos, volte a pensar em juntar os trapinhos com alguém. Ele não diz isto, como é óbvio, mas está implícito. Cabe às mulheres "independentes e urbanas", como são as do filme, perceberem isto. Afinal temos um bem precioso que se chama instinto, que não serve só para perceber se um homem é, ou não, bom na cama.


 


 



 

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publicado às 10:50

Look | Cachecóis XXL

por Marisa Furtado, em 28.03.14

Bom, é oficial: regressámos a Janeiro. Está um frio cortante, chove, está vento. Mas o que é istooooo?? Foi para isto que a primavera começou dia 20 em vez de dia 21? Qual foi a pressa? Estava eu toda contente com as temperaturas de 20 e tal graus, a pensar onde é que ia arrumar o aquecedor "que com este tempo já não faz sentido isto estar aqui no meio da sala" e a começar a usar camisas fininhas e, de repente, sem nada que o fizesse prever, fui obrigada a ir buscar as roupas de inverno e estou a pensar seriamente em ligar ao senhor das bilhas de gás para cá vir trazer uma nova, que a outra já está vazia. O importante nisto tudo é termos os alqueires bem medidos, rendermo-nos às evidências e andarmos vestidas de acordo com o tempo que está, para não parecermos umas maluquinhas em negação de crop tops e calções de ganga quando estão 13 graus na rua. Nestes dias do demónio um dos meus aliados são os cachecóis XXL. Quanto maior for, quantas mais voltas der, melhor. Parece que andamos com um cobertor atrás? Parece. Mas andamos quentinhas e é isso que interessa.


 




Óculos - ASOS

Cachecol - Zara

Sweatshirt - Pull&Bear

Blusão - Stradivarius

Calças - Stradivarius

Biker boots - Stradivarius



Mesmo que se vistam dos pés à cabeça com peças básicas um cachecol deste género dá-vos logo outro ar. É a peça que pode transformar um coordenado normalzinho num look trendy. Ora atentem nas bloggers que, espertas que só elas, já se renderam a esta pequena grande peça:








Blonde Salad




Lovely Pepa





Stella Wants To Die 





Mi Armario En Ruinas










Polienne





Trendy Taste




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publicado às 09:57

A minha admiração por Saramago começou tarde. Não foi no secundário quando, em vez de lermos o Memorial do Convento, por opção da professora lemos Os Maias. E também não foi na faculdade quando li, por imposição da professora de Literatura Portuguesa e a custo, a História do Cerco de Lisboa e A Jangada de Pedra. Não, não foi durante o meu percurso académico que comecei a ler Saramago com outros olhos, foi em 2009 quando trabalhava no jornal 24Horas. Como escrevia para a secção do social, onde o foco estava na vida dos famosos, quando me calhavam trabalhos mais virados para a cultura batia palminhas de contente. Era aí que me sentia à vontade e com mais motivação para trabalhar. Um desses trabalhos excepcionais foi fazer a cobertura da apresentação de Caim, na Culturgest. Fui para o trabalho entusiasmada por ir ouvir falar, ali a cores e ao vivo, a pessoa que me fez suar as estopinhas na faculdade mas ia também com um preconceito: pensei que ia ter à minha frente um homem rabugento e um bocadinho entediante. O trauma causado por aqueles dois livros toldava-me o discernimento. Rapidamente esta ideia caiu por terra. "Não procurem os hematomas. Tenho a pele bastante dura.", foram as primeiras palavras que disse, referindo-se a toda a polémica que rodeava o mais recente romance que tinha chegado às livrarias 10 dias antes. Afinal, aquele homem de frágil aparência era divertido, brutalmente honesto e mordaz. Estava conquistada. Vim a saber mais tarde, quando fui à procura de entrevistas antigas e quando vi o documentário José e Pilar, que sempre tinha sido assim, eu, por ignorância e desinteresse parvo, é que não sabia. Desse dia da Culturgest trouxe uma gigante admiração por aquele homem - que me deixou chateada comigo própria por só a ter ganho naquele momento - e o livro, que li em menos de uma semana. Se alguém me dissesse que um dia ia ler um livro do Saramago em 4 dias tinha-me atirado para o chão a rir. Naquele fim de tarde, Saramago disse que Caim era do melhor que já tinha escrito. Não sei se foi, mas fico feliz por o primeiro livro dele que li com gosto ter sido um dos que ele tinha em melhor conta. 


Foi no seguimento de tudo isto que no passado fim-de-semana fui, finalmente, visitar a Fundação José Saramago. Já o queria ter feito muito antes mas os horários antigos não me permitiram. Gostei do espaço, simples e intuitivo. Gostei de ver as estruturas originais do piso térreo d'A Casa dos Bicos que, apesar de não ser visitável, pode ser observado. Gostei das paredes forradas de livros. Livros dele. Livros traduzidos por ele. Livros sobre ele. Consegue-se ter uma clara dimensão do trabalho de Saramago. Sou uma pessoa de quotes, de punch lines, o nome deste blog, aliás, é prova disso. Por isso gostei de ler as frases emblemáticas ditas ou escritas por ele. Nas escadas que dão acesso ao 1.º piso, nos recortes de jornais onde deu entrevistas, nos trechos de audiovisual que nos acompanham ao longo de toda a visita. A voz e as ideias de Saramago estão sempre presentes. Estão sempre a ser ouvidas. Gostei disso.


 


 












Livros traduzidos por José Saramago e algumas obras de sua autoria








Registo autobiográfico


















Dedicatória inscrita no livro A Viagem do Elefante, aqui na edição espanhola.








Merchandising. Chávena de café com uma citação dos Cadernos de Lanzarote



Parece que este fim-de-semana vai estar frio e chuvoso, nada convidativo a grandes passeios mas, em vez de ficarem fechados em casa ou de se enfiarem em centros comerciais, porque não aproveitam para conhecer este espaço? Vão certamente aprender alguma coisa e, espero, sair de lá com vontade ou curiosidade de ler qualquer coisa de José Saramago.
A Fundação está aberta de segunda a sábado até às 18h e o bilhete custa apenas 3€. 







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publicado às 10:14

Divulgação | Gosto de Ti

por Marisa Furtado, em 26.03.14

Tenho uma amiga que se vai casar e que, depois do entusiasmo inicial com o pedido de casamento, começou a ver a vida a andar para trás quando se apercebeu da quantidade de coisas que tinha para tratar: a escolha da igreja, da quinta para o copo de água, as flores, os convites, a música, a comida, o fotógrafo, o vestido... ufa! Realmente isto cansa qualquer um. Só acalmou quando descobriu a Gosto de Ti que lhe facilitou de tal forma a vida que me pediu para divulgar o projecto, não fosse haver por aqui alguém em iguais apertos e a precisar urgentemente de uma mão amiga. Então, a Gosto de Ti é uma empresa de organização de eventos pensada por duas irmãs, a Rita e a Raquel, com o simples objectivo de nos facilitar a vida quando metemos na cabeça que queremos festejar uma data especial de forma... especial. Desde a festa de anos mais simples a um casamento digno da realeza. Querem organizar a festa de anos da vossa filha com cupcakes cor-de-rosa por todo o lado? A Rita e a Raquel arranjam. Querem que o baptizado do vosso bebé seja num sítio bonito e calmo, todo decorado em tons pastel, e que os convidados regressem a casa com uma lembrança especial desse dia? As manas fazem. Vão casar e querem que o bouquet tenha aquelas flores lindíssimas que viram numa revista mas que não se lembram do nome? Expliquem tudo a estas meninas que elas não descansam enquanto não vos puserem as flores debaixo do nariz. Basta dizerem o que querem e quanto podem gastar que elas tratam do resto. Quando me casar também quero um serviço assim: entrego uma lista das coisas que quero, vou de férias sem pensar mais no assunto, e depois é só aparecer na data marcada. Aah, que descanso. Fora de brincadeiras e de exageros, estas duas irmãs entregam-se de alma e coração a cada projecto e vão above and beyond para que o vosso dia especial seja mesmo um sonho tornado realidade. O nome não é este por acaso. Elas gostam mesmo disto! O projecto ganhou vida oficialmente no passado domingo mas a verdade é que há muito que elas estão embrenhadas nos sonhos dos outros, e são já vários os projectos que têm em mãos. A página oficial destas meninas está quase, quase a arrancar mas até lá podem encontrá-las no Facebook.


 





Mas isto não é tudo! Se o que estão a planear é mesmo o vosso casamento e aquilo que vos stressa não é tanto a festa em si mas o vestido, nada temam. Uma das irmãs, a Rita, sabe o quão difícil é encontrar 'o' vestido, especialmente quando o orçamento não permite grandes devaneios, e tem uma empresa só dedicada a isto: a Rita Costumista! Querem um vestido branco com um apontamento de cor e não o encontram em lado nenhum? A Rita faz. Querem um vestido simples, clássico, mas que não seja um cai-cai nem um vestido de alças, que seja uma coisa entre essas duas, ai-que-complicação-que-eu-nem-me-sei-explicar-como-é-que-vou-encontrar-o-meu-vestido-de-sonho?! Calma, tal como a Rita diz, o vestido que sempre imaginámos "muitas vezes anda fragmentado em milhões de desejos". Façam uma lista de tudo o que querem que a Rita está cá para lhe dar vida. Ou então estão mortinhas para que a Kim Kardashian se case para irem a correr fazer um vestido igual para usarem no vosso grande dia? Também se arranja. Aqui, tanto na Gosto de Ti como na Rita Costumista, os vossos desejos são ordens!


 




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publicado às 10:08

Rota dos restaurantes | Honorato

por Marisa Furtado, em 24.03.14

Fui pela primeira vez ao Honorato o ano passado e não fiquei impressionada. Achei o espaço muito giro mas os empregados muito verdinhos, assim um bocado trapalhões, e o meu hambúrguer tinha muito bom aspecto mas... não tinha sal. Como sofro de um grande mal que é não gostar de incomodar as pessoas, mesmo quando o devo fazer, não o mandei para trás e comi-o assim mesmo. Foi provavelmente o pedaço de carne mais aguado que já comi. Apesar de tudo queria dar-lhe mais uma oportunidade por isso, no fim-de-semana passado, fomos lá almoçar e... começou mal. Chegámos às 14h30 a pensar que aquilo estava vazio e não só não havia um lugar para nos sentarmos como havia fila! Fila! Para comer!... Este é talvez o momento ideal para explicar que quando estou com fome transformo-me num bicho resmungão que ninguém atura. Nem eu. Estar em filas para o que quer que seja, num dia normal, já é coisa para me tirar do sério, mas para comer... jasus! Não há nada que me aborreça mais. A rapariga responsável pela waiting list, muito simpática e parecida com a Gisela João, disse-nos que tínhamos de aguardar "apenas" 15 ou 20 minutos. Torci o nariz, mas como já tínhamos planeado ir ali almoçar e não nos apetecia estar a pensar noutra solução à pressa, esperámos. 15 ou 20 minutos depois, que me pareceram dois dias, lá nos sentámos. Como estávamos quase a definhar de fome pedimos o que eles chamam de mata-bicho, que não são mais que umas coxinhas de frango com queijo derretido no meio que me souberam a pato. Bastava porem-me mais três coisinhas daquelas à frente e estava almoçada. Mas não, que nós tínhamos ido ali pelos hambúrgueres! Pedi um Gorgonzola e esperei ansiosa. Ansiosa porque tinha fome. Ansiosa porque nunca tinha comido queijo gorgonzola - é aquele com bolor - e estava curiosa. E ansiosa porque a coisa da última vez esteve muito próxima de um hambúrguer natura. Pouco tempo depois vieram os pratos para a mesa com o bom aspecto de que me lembrava e um sabor... fenomenal! O hambúrguer estava bem temperadinho e bem passado como eu gosto, o queijo é assim qualquer coisa da extraordinário e a cereja no topo do bolo foram aquelas batatinhas fritas caseiras com molho de maionese e alho. Perfeito.


 







Hamburguer Gorgonzola: tomate, aleface, queijo gorgonzola e agrião




Como eu e o meu homem somos uns pequenos alarves, não satisfeitos com as batatas e o hamburguer ainda pedimos a única sobremesa da casa: a mousse de chocolate, que é uma delícia e vem fresquinha dentro de um daqueles potes onde guardamos as bolachas.








Mousse de chocolate com bolacha Maria ralada







Como esta segunda experiência correu tão bem vou partir do princípio que a primeira vez foi apenas azar e um acidente de percurso do chef. Vou sem dúvida voltar para provar os hamburguers que me faltam. 












Pormenor da decoração




Está visto que ninguém respeita o que está aqui escrito e andam a gritar aos sete ventos que ali é que os humburguers são bons






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publicado às 10:25

Já perdi a conta às vezes em que passo a semana inteira a desejar o fim-de-semana e depois, quando ele finalmente chega, fico em casa a olhar para as paredes sem saber o que fazer. Como não tenho nada planeado de antemão, o que acontece é acabar por fazer qualquer coisa que implique gastar dinheiro. "E se fossemos tomar um brunchzinho, ou ao cinema, ou experimentar aquele restaurante novo, ou à Zara, que já lá não vamos há duas semanas e de certezinha que as lojas já estão recheadas de coisas novas?" Todos estes são bons planos mas nada simpáticos para a nossa carteira que chega a esta altura do mês quase vazia, que desespero!! Se também sofrem deste mal podem relaxar que tenho duas sugestões bem simpáticas e a custo zero! 


Foi preciso começar a primavera para o S. Pedro ter um ataque de mau feitio e só nos presentear com frio e nuvens ameaçadoras. Segundo os senhores meteorologistas que, como se sabe, nunca nos enganam e fazem sempre previsões certeiras, no sábado vamos ter que andar o dia todo a desejar que não chova, tal a quantidade de nuvens cinzentas que vão aparecer por cima das nossas cabecinhas, mas no domingo já vamos ter solinho do bom. O frio é que vai ser uma constante. Também não podemos querer tudo não é? Bom, vamos às sugestões. No sábado, se não quiserem ficar fechados em casa armados em calimeros com medo de umas gotinhas de chuva, aconselho que façam uma visita ao Museu Berardo que é provavelmente uma das melhores ideias que alguém teve para a cidade: um museu de arte contemporânea que para além da interessantíssima Colecção Berardo tem ainda exposições temporárias bem originais. É verdade que às vezes são coisas assim a atirar para o pretensioso mas também uma pitada de pretensiosismo nunca fez mal a ninguém. O melhor de tudo? É grátis! Fui lá no passado fim-de-semana e gostei da nova temporária que lá está, sobre a publicidade no século XX, "O Consumo Feliz". Quem, como eu, se interessar pela cultura pop vai adorar a exposição.


 


 































Se estão a planear uma festa ou a pensar nisso para o sobrinho que vai fazer 6 anos, aquela idade mesmo boa em que começam a ficar insuportáveis e que só termina lá para os 20, ou um baby shower para a amiga que está grávida, um baptizado ou até mesmo um casamento!, a Fábrica Militar de Braço de Prata é o sítio onde devem ir no domingo. É ali, a partir das 15h, que vai arrancar oficialmente o projecto Gosto de Ti. As mentoras são a Rita e a Raquel, duas irmãs que vieram ao mundo para uma coisa muito simples: tornar os vossos sonhos realidade. Que mais querem? Com elas qualquer festa, da mais simples à mais requintada, é personalizada e pensada ao pormenor tendo em conta as exigências do cliente. Apareçam no evento e dêem largas à vossa imaginação.













 


 


 


 

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publicado às 10:15

Conduzir.

por Marisa Furtado, em 20.03.14

Pois que as aulas de treino já terminaram e eu já me aventurei a pegar no meu carro. Sempre acompanhada! Primeiro dei umas voltinhas de domingo perto de minha casa para ir ao supermercado e a casa dos sogros, depois aventurei-me a conduzir até ao Jardim Zoológico, que correu muito bem até deixar o carro ir abaixo 4 vezes seguidas e ter ficado toda enervada, e ontem decidi levar o carro do trabalho até casa. Acompanhada, claro está - não há maneira de decorar os caminhos! Foi a primeira vez que conduzi em pleno trânsito de Lisboa durante a semana. Pára, arranca. Pára, arranca. Aquilo é que foi treinar o ponto de embraiagem! E desta vez o carro não foi abaixo vez nenhuma. Espectáculo! Ao fim deste tempinho que já levo de condução tiro três conclusões. Conclusão número um: o meu homem é de facto uma pessoa muito paciente. Não só me incentiva a conduzir e a enfrentar os meus medos de frente, como faz o favor de não me julgar por ainda não ter decorado os caminhos que já fiz umas dez vezes ao volante e centenas no lugar do pendura. Isto de estar atenta aos outros carros para não me espetar e ainda ter de decorar percursos tem que se lhe diga. Conclusão número dois: sou uma condutora super fixe e amiga dos outros condutores. Toooda a gente me passa à frente. É uma alegria. Dou lugar a todos, desde o Fiat Punto mais velhinho ao Mercedes que acabou de sair do stand. Já o mesmo não se pode dizer dos outros. Anda uma pessoa a tentar construir um bom karma na condução, a dar lugar a toda a gente, e depois quando chega a minha vez de querer fugir a uma fila enorme de trânsito e passar para a fila do meio - louca! - não há uma alminha que desacelere e me dê espaço para passar. Eu bem faço pisca com antecedência e me vou encostando mais para a esquerda, mas 'tá quieto. Só vejo carros a vir lá do fundo a acelerar feitos doidos. Claro que o facto de todos os espelhos do meu Fiat Panda serem de aumentar não ajuda nada. Acho sempre que todos os carros estão em cima de mim mesmo que estejam a 50 metros. Conclusão número três: continuo a querer um Smart, ou um outro carro qualquer com mudanças automáticas. E agora os puristas da condução, os papa quilómetros, vão dizer que isso é terrível, que conduzir é meter mudanças e que a piada da condução está na caixa. Mas o que essas pessoas não entendem é que eu não me quero divertir a conduzir! Quero ir do ponto A ao B sem stresses. Mas, para já, enquanto a vida não nos permitir ter dois carros, tenho de me fazer à estrada ao volante do meu Pandinha, que até é um carro maneirinho, é giro, seguro e fácil de conduzir! Só lhe falta mesmo ter mudanças automáticas para ser perfeito.

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publicado às 10:14

Música para os meus ouvidos

por Marisa Furtado, em 17.03.14

Sou uma viciada em música assumida. No trabalho passo o tempo quase todo de fones nos ouvidos, quando ando de transportes vou completamente submersa no meu mundinho com a respectiva banda sonora, em casa perco-me no itunes durante horas a procurar músicas novas ou outras que já conhecia mas não me lembrava e um dos meus piores pesadelos é perder as músicas que tenho no iPod, que tem tudo dividido por pastinhas com o estilo musical de cada uma ou de acordo com determinados moods: música para acordar, música para ouvir ao final do dia, os oldies ou aquelas que vão mesmo bem quando recebemos pessoas em casa para jantar. Conheço pessoas que dizem, cheias de orgulho, que não gostam de música e confesso que me custa a entender como é que tal coisa pode ser possível. Percebo quando me dizem que não gostam de brócolos, ou do frio, ou de fazer exercício. Tudo coisas que nos sabem mal ou nos podem causar algum desconforto, mas... não gostar de música? De nenhum tipo de música? De nenhum cantor ou de uma qualquer que tenha passado na rádio ou que faça parte de um filme? Não consigo mesmo perceber. Tenho esperança que digam isto só porque querem ser diferentes e que um dia a maluqueira lhes passe.


Como sou muito ecléctica, aquilo que ouço vai desde o pop mais cor-de-rosinha, a música alternativa, R&B, algum hip-hop e música clássica - descobri o trabalho de Luduvico Einaudi quando vi o filme Intouchables e fiquei rendida - no entanto, é raríssimo ter álbuns inteiros no iPod, é mais comum ter duas ou três músicas de cada mas, de tempos a tempos, lá aparece uma coisa mesmo, mesmo boa que me deixa completamente viciada. É raro, mas acontece. Há dois anos foi a edição especial do 1.º álbum da Lana del Rey, a Paradise Edition. Contei os dias para a data de lançamento mas quando começaram a chegar ao youtube as leaks não resisti e acabei por ouvir tudo por lá. É absolutamente perfeito, do princípio ao fim. É pena que cante tão mal ao vivo...
O ano passado foi um bom ano porque descobri a música novinha em folha da Lorde, a miúda neozelandesa com um som completamente diferente do que se estava a fazer até ali e com letras cool e careless. Bastou uma tarde de trabalho com os fones nos ouvidos para ficar viciada no álbum inteirinho. E este ano fui surpreendida pela Beyoncé! Nunca lhe tinha dispensado muita atenção, reconhecia-lhe o talento, gostava de três ou quatro músicas e admirava-a por conseguir fazer coreografias complicadíssimas em cima de uns saltos vertiginosos. Há que admirar uma mulher que consiga tal proeza. Entretanto lançou o visual álbum e tudo mudou. Achei a ideia ousada e original, os vídeos estão extremamente bem realizados, ela está perfeita, as músicas têm um beat viciante mas aquilo que mais gosto são as letras, quase todas provocantes e que espelham a mudança de menina para mulher. Uma mulher que, no fundo, todas nós queremos ser: confiante, forte mas com fragilidades - ai o ciúme -, sensual e divertida. Não sei se esta Beyoncé já existia e só eu é que não a via mas a verdade é que só agora lhe descobri este lado menos ameninado. E gosto!
Como durante o ano é raro ir a algum concerto, no verão vingo-me nos festivais. Ou melhor, num festival: o Optimus Alive. É de todos aquele que me enche as medidas. Foi ali, no Passeio Marítimo de Algés, que tive a sorte de assistir a um dos melhores concertos de sempre, o dos Depeche Mode que foi assim qualquer coisa de extraordinário. Eu que fico aflita quando estou no meio de muita gente e não consigo estar muito tempo em pé sem começar a ter baixas de tensão, nem dei pelo tempo passar. Este ano o cartaz convenceu-me a partir do momento em que anunciaram os The Black Keys como cabeça de cartaz do segundo dia. O ano passado fiquei tristíssima por não os ter visto, por isso só mesmo uma grande catrástofe me vai impedir de assistir ao concerto no Alive. Também gostava de ver Arcade Fire e Lorde, mas a rapariga sofre do mesmo mal da Lana del Rey - é um pequeno desastre ao vivo - e o Rock In Rio não faz as minhas delícias. Demasiada gente, muita confusão e muito pó. Sim, admito que não tenho alma de festivaleira. Passar a noite em tendas, banhar-me em riachos e estar um dia inteiro coberta de pó não é mesmo my cup of tea. É por isso que gosto do Alive, que tem relvinha para as pessoas se sentarem, em vez de terra batida, é muito limpinho e bem organizado. Como este ano gostava de ir aos 3 dias e o passe ainda é caro - 105€... - vou-me fazer de morta e esperar que uma alma caridosa mo ofereça nos anos, já para o mês que vem. Ou que várias almas caridosas se juntem e façam uma vaquinha para me comprarem o bilhete. É-me indiferente. Enquanto espero sentadinha vou abanado o pezinho ao som das músicas alegres, que só me fazem lembrar o verão, férias, banhos de mar e bolas de berlim e que tocam em shuffle no iPod.


 


 



 

















 

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publicado às 11:17

Dramas da vida doméstica

por Marisa Furtado, em 14.03.14

Na sala: ele a ver o Tottenham-Benfica, eu esticada no sofá de portátil no colo e o gato no cadeirão a dormir. Reinava a calma no lar. Até o Benfica marcar.


- GOLOOOOOOOOOOO. - Levantou-se, deu uma corridinha pela sala e um murro no cadeirão. O desgraçado do gato, que até ali estava a dormir muito descansado, dá um salto com os olhos todos pretos.


- Olha... estás a assustar o gato... 


- E em Inglaterra é tudo sempre nossooooo!! Tudo a saltaaaaaar, tudo a saltaaaaar! - de braços no ar, aos saltos.


- ...


- O que é que estamos a precisar de ver? - para mim, com os olhos muito abertos.


- Não sei. (suspiro) O resumo do jogo?!


- Não!


- ...


- Estamos a precisar de ver... tudo a saltaaaaaaar, tudo a saltaaaaaar.


 


O futebol transforma o mais charmoso dos homens num verdadeiro hooligan. Só espero não fazer figuras semelhantes quando sei que há promoções na Zara.

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publicado às 10:12

Look | All about the sneakers

por Marisa Furtado, em 13.03.14

Ultimamente tenho preterido dos saltos altos e optado pelos ténis. São infinitamente mais confortáveis e como sou uma friorenta do pior acho que é o calçado ideal para esta altura do ano. Já não está frio para andar de botas ou botins, mas também ainda não acho que esteja calor suficiente para andar de sabrinas ou de sapatos abertos. Portanto, os ténis são o calçado perfeito para a primavera. Infelizmente tenho uns pezinhos muito delicados que sofrem com mudanças abruptas de calçado. Quando o sol começa a aparecer e as temperaturas a aumentar sei que está na hora de me dirigir à farmácia mais próxima e repor o stock de Compeed. Os All Star não são, de todo, os ténis mais confortáveis do mundo e nos primeiros dias é certo que fico com os calcanhares todos doridos. O mesmo acontece com as sabrinas. Mas o verdadeiro terror são as sandálias e os sapatos abertos. É certinho como o nascer do sol que me vão fazer bolhas nos pés nas primeiras semanas.


  


 



 











Óculos - Ray Ban

Camisola - Zara

Colar - H&M

Perfecto - Stradivarius

Calças - Lefties

Ténis - Conversa All Star

Pulseiras - ASOS e Massimo Dutti

 


 


 


No entanto, esta paixão pelos ténis é recente. O ano passado começaram a aparecer uns modelos giríssimos que me falaram ao coração e agora não quero outra coisa, e como gosto muito do estilo casual chic e de fazer mix and match com a minha roupa os ténis são uma peça essencial para construir coordenados cheios de pinta. Estes são apenas alguns exemplos dos modelitos que não importava nadinha de acrescentar à minha colecção:


 




Nike Roshe Run, Black Sail





New Balance 501






 


 


Adidas Stan Smith


 



 Estou completamente rendida a estes ténis da Zara!!


 



 Conversa All Star balck leather


 


 



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publicado às 11:04

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